quarta-feira, 28 de setembro de 2016

LIÇÃO 01 – A SOBREVIVÊNCIA EM TEMPOS DE CRISE (Hc 1.1-17) - 4º TRIMESTRE DE 2016

Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Pernambuco
Superintendência das Escolas Bíblicas Dominicais
Pastor Presidente: Aílton José Alves
Av. Cruz Cabugá, 29 – Santo Amaro – Recife-PE / CEP. 50040 – 000 Fone: 3084 1524

LIÇÃO 01 – A SOBREVIVÊNCIA EM TEMPOS DE CRISE (Hc 1.1-17) - 4º TRIMESTRE DE 2016


INTRODUÇÃO
Neste último trimestre de 2016 estudaremos sobre: “O Deus de toda Provisão – Esperança e sabedoria divina para a Igreja em meio às crises”. Nesta primeira lição veremos o significado da palavra crise; pontuaremos alguns tipos de crise no mundo e suas principais causas; analisaremos o propósito de Deus com o sofrimento; e por fim, veremos como agir nestes momentos.

I – O QUE SIGNIFICA A PALAVRA CRISE
De acordo com o Aurélio (2004, p. 576) a palavra “crise” significa: “fase difícil, grave na evolução das coisas”. Embora tudo o que Deus criou tenha sido perfeito (Gn 1.10,12,18,21,25,31), o pecado desestabilizou ou trouxe perturbação a todas as coisas (Gn 3.6,7). Vemos isso claramente quando Deus pronunciou as consequências que viriam sobre o mundo após Adão e Eva pecarem (Gn 3.17,18). A frase “espinhos e cardos” em Oseias 10.8 e em outros textos das Escrituras aparecem como símbolos de julgamento e desolação (Jz 8.7,16; 2Sm 23.6; Sl 118.12; Is 32.13; 33.12; Jr 4.3; 12.13 e Ez 28.24).

II – ALGUNS TIPOS DE CRISE
Como vimos acima foi por causa de um ato de rebeldia do homem contra o Criador que sobreveio ao mundo as crises, que atingiram o mundo, dentre as quais podemos citar:

2.1 - Crise na política. O registro sagrado nos mostra que todas as vezes que levantava-se um governante sobre Israel que não temia a Deus, o povo passava por uma grande crise (2Re 8.18). Infelizmente aqui no Brasil temos visto uma grande crise de representação na política. Pessoas corruptas assumem cargos relevantes prejudicando assim a nossa nação (Pv 29.2). É necessário entender que cabe a nós termos o devido cuidado na escolha dos nossos representantes, a fim de que não sejamos lesados por conscientemente elegermos pessoas mal intencionadas para assumirem cargos na política (1Sm 12.13-a; Pv 13.20; 25.26).

2.2 - Crise na economia. Quando há crise de gestão, a consequência é uma grande crise econômica assenhorar-se do país. Políticos corruptos estão usurpando o dinheiro público e poucos são presos quando são descobertos. Para tirar o país dessa situação se faz necessário aumentar os impostos e o preço daquilo que consumimos diariamente. Várias lojas estão sendo fechadas e os empregados estão sendo despedidos em massa. Atualmente o desemprego sobe para 11,6% e Brasil soma quase 12 milhões de pessoas desocupadas. O povo de Israel também passou por diversas crises econômicas, geralmente consequentes da apostasia da fé em Deus (1Rs 18.2; 2Re 6.24-30; Jl 1.1-20; Ag 1.6,7,10,11).

2.3 - Crise na saúde. No primeiro semestre deste ano de 2016 vimos o Brasil ser invadido por um surto de Dengue, Chikungunya e Zika transmitidas pelo mosquito Aedes Aegypti. Muitas pessoas foram lesadas e até mortas por estas doenças. Mulheres que foram afetadas durante a gravidez, viram os seus filhos serem atingidos com Microcefalia (condição neurológica rara em que a cabeça e o cérebro da criança são significativamente menores do que os de outras da mesma idade e sexo). É necessário observar que todas as vezes que as pestes vinham sobre Israel eram como sinal da punição de Deus sobre o povo por causa do pecado (Lv 26.25; 2Sm 24.15; 2Cr 7.13; 20.9).

III – CAUSAS DA CRISE NO MUNDO
Segundo o proverbista, o mal nunca vem sem causa “como ao pássaro o vaguear, como à andorinha o voar, assim a maldição sem causa não virá” (Pv 26.2). A palavra “causa” segundo o Aurélio (2004, p. 576) quer dizer: “aquilo ou aquele que faz que uma coisa exista”. Abaixo destacaremos quais as causas que promovem as crises que vez por outra vem sobre o mundo:

3.1 - O pecado. A palavra “pecado” significa: “transgressão deliberada e consciente das leis estabelecidas por Deus” (ANDRADE, 2006, p. 295). O relato histórico descreve o princípio da tentação ao homem e seu pecado, trazendo maldição para a sua vida pessoal e a toda a humanidade (Gn 3.17; Sl 7.11; Rm 5.12; 6.23; 2Pd 2.4-7). Apesar dessa verdade bíblica, é comum ver que o homem procura lançar sobre outro a culpa por algum mal que ele sofre (Gn 3.12; Jz 6.13). No entanto, é necessário saber que boa parte dos males que o ser humano enfrenta são consequentes de suas decisões erradas (Dt 28.1-67; Jr 17.10; 32.19; Lm 3.39; Gl 6.7). O ser humano arroga-se por sua liberdade, no entanto, frequentemente quer esquivar-se da responsabilidade de suas escolhas (Dt 30.19; Pv 4.23; Ec 11.9).

3.2 - Consequência das atitudes humanas. O sofrimento é fruto diretamente do pecado (Gn 3. 13-19; Rm 5.12; 3.23; 8.20); pois Deus não é o culpado pelo sofrimento do povo. (Pv 26.2; Lm 1.8,9,14,18,20,22); mas, existe uma lei da semeadura, ou seja, aquilo que o homem plantar ele colherá (Gn 37.20-28; 42.21-22; 2Sm 16.22; Mt 7.1-2; 2Tm 3.13; Gl 6.7-8; 2Co 9.6; Mt 6.19-20; Tg 5.24; Ec 8.11-13; Os 5.7-8; 10.13; Pv 22.8; Jó 4.8; Et 3.6,8,9; 5.14; 10.8). A Bíblia nos mostra que a origem dos sofrimentos reside no primeiro ato de desobediência contra Deus (Gn 3. 13-19). As dores e as angústias sobrevêm aos incrédulos como consequência das suas transgressões (Gn 3. 13-19; Rm 5.12; 3.23; 8.20). Deus não é o culpado pelo sofrimento do homem (Pv 26.2; Lm 1.8,9,14,18,20,22) (BOYER, 2008, p. 712).

IV – O PROPÓSITO DE DEUS COM O SOFRIMENTO
Parece-nos difícil entender que Deus permite o mal com finalidades pedagógicas. Abaixo elencaremos pelo menos cinco motivos que nos mostram esta verdade. Vejamos:

4.1 - Fazer o homem se arrepender dos seus atos (Sl 107.17; Is 26.9). Esses textos afirmam que os homens serão afligidos por causa dos seus pecados. O sofrimento que Deus permite aos ímpios têm por objetivo levá-los a aprender a viver uma vida reta (Pv 3.11-12). Assim, Ele age permitindo o sofrimento àqueles que vivem na prática do pecado (Gn 50.20; Lm 3.39; Pv 19.3; Mq 7.9). Além do mais, é necessário compreender que esse tipo de ação permissiva de Deus (dor e sofrimento) não é sinal de que Ele nos abandonou. Pelo contrário, é sinal de que Ele nos ama, desejando nos levar a andar no melhor caminho: o caminho da vida.

4.2 - Fazer o homem entender sua limitação (1Pd 1.6-7). O sofrimento é um meio que Deus usa para fazer o homem crescer na sua fé. Pedro diz que o sofrimento é comparado à ação do fogo, a ação do fogo é múltipla. Ele destrói, consome, aniquila; mas a Escritura cita o fogo aqui como um elemento purificador, um elemento que torna o objeto aprovado, aperfeiçoado, confirmado. O processo de confirmação de nossa vida em fé é comparado ao processo da depuração do ouro pelo fogo (2Co 12.7-9).

4.3 - Fazer o homem buscá-lo. A dor é o “megafone” que Deus usa para fazer o “surdo” ouvir o que Ele tem a dizer. Jó era um homem devoto, mas pela aflição ele “cresceu” e se tornou um servo de Deus mais forte e mais humilde. Assim como o ouro é purificado ao passar pelo fogo, assim um cristão é purificado e fortalecido quando passa pela aflição (1Pd 1.6-9). Esse sofrimento, então, não é porque temos errado, mas porque podemos fazer melhor (2Co 1.8-9).

4.4 - Aperfeiçoar o caráter (Rm 5.3-4). Paulo afirma que o sofrimento é um meio que Deus usa para aperfeiçoar o caráter dos homens. O verbo provar no hebraico é “tsãraph” que quer dizer: “refinar, provar, fundir” (Êx 20.20; Dt 8.2; I Cro 29.17; Sl 7.9; Jo 6.6; At 14.22; I Pe 4.12-19). O patriarca Jó em meio a mais intensa dor de ter perdido riquezas, filhos e saúde, permaneceu firme e glorificou ao Senhor (Jó 1.13-22), provando assim seu amor verdadeiro por Deus (Jó 19.25).

V – COMO AGIR DIANTE DO MOMENTO DA CRISE
Enquanto estivermos no mundo, estamos sujeitos a passar por momentos difíceis: “No mundo tereis aflições...” (Jo 16.33-a). No entanto, a Bíblia nos ensina como devemos proceder. Vejamos:

5.1 - Com perseverança. Muitos sofrimentos que enfrentamos aqui nesta vida, têm como finalidade a manifestação do poder da glória de Deus. O Senhor nunca falou que “nos livraria DA fornalha, mas sim NA fornalha”. Existem alguns exemplos na Bíblia de justos que sofreram por permissão de Deus para um propósito determinado: 

José (Gn 37-45);
Daniel (Dn 6.1-28);
os jovens na fornalha de fogo (Dn 3.28-30);
Jó (Jó 42.117);
Estêvão (At 7.55-60; 1Pe 4.14; 2Co 12.9; Tg 4.6; 1Pe 2.20);
Paulo (2Co 4.8-9; 11.16-33; Fp 3.7-11);
Pedro (1Pe 2.20); e
o próprio Jesus (Is 53.1-12; Jo 15.18-21; Mc 15.3-5; Lc 23.9; Jo 19.9; At 8.32-33; 1Pe 2.20-24; Ap 5.6).

4.2 - Com esperança. A fidelidade a Deus não é garantia de que o crente não passará por aflições, dores e sofrimentos nesta vida (Jo 16.33; 2Tm 3.12; Sl 34.19). Lembremo-nos do profeta messiânico: “Quando passares pelas águas estarei contigo [...]” (Is 43.2). O profeta ainda diz: “Não sabes, não ouviste que o eterno Deus, o SENHOR […] dá força ao cansado, e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor [...]” (Is 40. 28-31). E do salmista quando falou: “DEUS é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia” (Sl 46.1).

4.3 - Com fé em Deus. O termo fé é definido pela própria Bíblia como a confiança que depositamos em todas as providências de Deus (Gn 22.8; Hb 11.1). É a crença de que Ele está no controle de tudo, e que é capaz de manter as leis que estabeleceu (Is 43.13). Encontramos Jó perdendo seus bens e conservando a sua fé: “Porque eu sei que o meu Redentor vive [...]” (Jó 19.25). Semelhante convicção demonstrou o apóstolo Paulo diante das mais severas provações: “[…] porque eu sei em quem tenho crido, e estou certo de que é poderoso para guardar o meu depósito até àquele dia” (2Tm 1.12).

4.4 - Aceitando a vontade divina. O nosso Deus é Soberano, e isto significa dizer que Ele exerce autoridade absoluta e inquestionável sobre todas as coisas criadas, quer na terra, quer nos céus. Portanto, como seus servos devemos aceitar seus desígnios sem questionar (Rm 9.20). É o que nos ensina Jesus Cristo na oração modelo: “... seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu...” (Mt 6.10). Vemos essa submissão a vontade de Deus bem expressa nas palavras de Jó, quando disse: “[…] SENHOR o deu, e o SENHOR o tomou: bendito seja o nome do SENHOR” (Jó 1.21).

4.5 - Permanecendo firme. Definitivamente, é praticamente impossível viver sem passar por crises, pois a vida é composta inevitavelmente de dias maus: “Porém, se o homem viver muitos anos, e em todos eles se alegrar, também se deve lembrar dos dias das trevas, porque hão de ser muitos [...]” (Ec 11.8). Logo, o justo pode até vir a abalar-se diante das crises, porém, deve permanecer firme no Senhor (Ef 6.13). Portanto, imitemos a conduta do patriarca Jó diante das perdas que sofreu: “Em tudo isto Jó não pecou, nem atribuiu a Deus falta alguma” (Jó 1.22).

CONCLUSÃO
O cristão não está isento de sofrer abalos também em sua vida material (Jó 1.13-19). Cientes de que os bens eternos, são melhores, pois estão guardados em um lugar totalmente seguro, e neles é que o nosso coração deve estar” (Mt 6.20,21).

REFERÊNCIAS
STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD
VINE, W.E et al. Dicionário Vine. CPAD
ANDRADE, Claudionor de. Dicionário Teológico. CPAD.
COELHO, Alexandre; DANIEL, Silas. Vencendo as aflições da vida. CPAD.

domingo, 18 de setembro de 2016

LIÇÃO 12 – A EVANGELIZAÇÃO REAL NA ERA DIGITAL (Tt 2.11-15) - 3º TRIMESTRE DE 2016

Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Pernambuco
Superintendência das Escolas Bíblicas Dominicais
Pastor Presidente: Aílton José Alves
Av. Cruz Cabugá, 29 – Santo Amaro – Recife-PE / CEP. 50040 – 000 Fone: 3084 1524

LIÇÃO 12 – A EVANGELIZAÇÃO REAL NA ERA DIGITAL - 3º TRIMESTRE DE 2016 (Tt 2.11-15)

INTRODUÇÃO
Na modernidade, a tecnologia desenvolveu-se de forma espantosa. Diante desta realidade não podemos ficar alheios, visto que tais descobertas podem contribuir e muito na comunicação do Evangelho. Dentre os recursos tecnológicos que podemos usufruir, nesta presente temos os diversos tipos de mídias tais como: Rádio, TV, Jornal, Internet, etc. Nesta lição trataremos de como utilizar estas ferramentas para promover o Nome de Cristo, levando a sua mensagem de amor, perdão, libertação e transformação a toda a criatura.

I – A MODERNIDADE E O AVANÇO DA TECNOLOGIA
Modernidade é definida como um período ou condição identificado com a Era Progressiva, a Revolução Industrial, ou o Iluminismo. Esta presente Era é caracterizada pelo avanço tecnológico, crescimento e desenvolvimento do conhecimento científico, conforme previsto nas Escrituras “[...] e a ciência se multiplicará” (Dn 12.4). Portanto, não podemos nos esquivar disso, ficando alienados a modernização. É necessário entender que a tecnologia em si, não é nem boa nem ruim, pois apenas é um instrumento que leva à informação às pessoas, agilizando e facilitando a vida em sociedade. Quando colocada a serviço de Deus, é uma benção, porém, quando à serviço do diabo, uma maldição (Fp 4.8; Tt 1.15). Vejamos algumas sugestões práticas que o cristão deve observar na utilização da mídia:
a) O cristão deve administrar bem o seu tempo para não desperdiçá-lo com coisas triviais (1Co 10.31; Ef 5.16);
b) O cristão deve ser criterioso na escolha do que vai ter acesso (Fp 4.8; 1Ts 5.21; 1Co 6.12; 10.23);
c) O cristão deve possuir domínio próprio, que é uma das características do fruto do Espírito (Gl 5.22,23);
d) O cristão deve priorizar as coisas espirituais e não as coisas passageiras (Mt 6.33; Cl 3.1-3);
e) O cristão deve permitir que o evangelho influencie todas as áreas da sua vida (Ef 4.22-32; 1Ts 5.23; 1Pe 1.15).

II - A MÍDIA COMO UM MEIO DE EVANGELIZAÇÃO
A palavra “mídia” segundo o Aurélio (2004, p. 1328) significa: “o conjunto dos meios de comunicação, e que inclui, indistintamente, diferentes veículos, recursos e técnicas”. Entendendo que a mídia contribui e muito para evangelização das pessoas, quer estando perto ou longe, a Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Pernambuco (IEADPE) tem utilizado diversos canais para difundir a Palavra de Deus, tais como: Rede Brasil TV, Rede Brasil Rádio AM e FM, Site (www.rbc1.com.br e www.ieadpe.org.br) e o Jornal (ADNEWS). Precisamos aproveitar que a nossa igreja dispõe desses recursos para divulgar entre os nossos parentes, amigos, vizinhos, colegas de trabalho, a fim de que estes sejam evangelizados e assim alcançados pela graça de Deus (Mt 28.19,20; Mc 16.15; Lc 24.45-49; Jo 20.21-23; At. 1.1-5,8; Tt 2.11).

III – INTERNET, UM MEIO DE COMUNICAÇÃO NA SOCIEDADE MODERNA
A internet é, sem dúvida, uma das maiores invenções, na área da comunicação, se tornando numa das grandes representantes de propagação cultural, científica, religiosa, política, filosófica e ideológica, procurando unir a comunicação, a tecnologia com a representação visual. Abaixo destacaremos alguns objetivos da internet e de como podemos utilizar para difundir o evangelho de Cristo:

3.1 - Informação. A internet tem contribuído para que a informação chegue ao nosso conhecimento numa velocidade ímpar. Por meio dessa mídia, é possível ficar sabendo das informações, muitas vezes, primeiro do que em outros veículos de comunicação, tais como: rádio, TV e jornal. Portanto, utilizemos este recurso para divulgar a maior informação que podemos compartilhar com as pessoas: o Evangelho. Esta mensagem é:
(a) as boas novas vinda do céu (Mt. 4.16; Is 9.2; Lc 2.10-a; Rm 3.21);
(b) que traz alegria (Lc 2.10-b);
(c) alcança todos os homens (Lc 2.10-c; Rm 1.16); e
(d) fala de salvação em Cristo (Lc 2.11; Rm 1.16).

3.2 - Relacionamento. Com o advento da internet, muitas coisas boas tornaram-se possíveis. Ela encurtou distâncias, uniu pessoas, derrubou muralhas de comunicação e trouxe economia para quem se comunica com pessoas a distância, especialmente em outros países. Hoje, é possível conversar com pessoas em tempo real, vendo e ouvindo. Sabendo disto, devemos aproveitar para falar de Cristo aqueles com quem temos contato. Há pessoas que sequer foram a uma igreja evangélica. Aproveitemos os contatos que temos pelas redes sociais e proclamemos o evangelho de Cristo (Mt 28.19; Mc 16.15; Lc 24.45-49; Jo 20.21-23; At. 1.1-5,8; Tt 2.11).

IV – QUAIS OS CUIDADOS QUE DEVEMOS TER COM O EVANGELISMO VIRTUAL
Embora estejamos vivendo na era da informação, precisamos ter cuidado para não confundirmos a utilização de recursos para o evangelismo, com o modelo bíblico de evangelismo. Podemos utilizar as ferramentas contemporâneas sem, no entanto, alterar o padrão. A nossa igreja a IEADPE tem promovido diversas formas de evangelismo que trazem muitas vidas aos pés de Cristo, e, um deles que é o mais eficaz é o evangelismo pessoal. Jesus evangelizou de forma pessoal (Jo 1.45-51; 3.1-3; 4.6-14). Os discípulos seguiram este mesmo padrão (At 5.42; 8.26-40; At 10.23-40; 13.7-12; 16.13,14; 30-34). Portanto, embora possamos utilizar a internet para promover a obra de Cristo, precisamos ter alguns cuidados. Eis alguns:
(a) Tenha nas Redes Sociais, um perfil Cristão. Lembre-se: Seu testemunho falará mais alto que suas postagens (Tg 2.12; Mc 1.22; Mt 5.14-16; 1Co 10.31);
(b) O evangelismo virtual não substituiu o real. Faça parte da Campanha Evangelizadora de Sua Igreja.
(c) O evangelismo virtual deve ser somado ao real. O evangelismo pessoal sempre foi o método básico empregado por Jesus (Jo 1.45-51; 3.1-3; 4.6-14) e seus discípulos (At 5.42; 8.26-40; At 10.23-40; 13.7-12; 16.13,14; 30-34). Sob o pretexto de evangelizar as pessoas em locais distantes, não podemos esquecer as que estão perto de nós;
(d) Evangelizar pela Internet, em momentos apropriados e com sabedoria. Nunca em horário de trabalho, escola, culto, etc. (Ec 3.1-8);
(e) Seja equilibrado. Não permita que o mundo virtual lhe ocupe mais que o tempo real;
(f) Tenha cuidado com os “Fakes”. Vigie com os “falsos perfis” que procuram cometer crimes no mundo virtual;
(g) Evite se expor demais nas redes sociais. Não coloque informações íntimas, que podem ser raqueadas e utilizadas com fins criminosos;
(h) Devemos ter cuidado. Existem pessoas mal intencionadas usando a internet; por isso, a fim de não sermos participantes do pecado com eles devemos ser cautelosos (Sl 1.1-2; 101.1-8; Ef 5.11).

V – COMO EVANGELIZAR NA ERA DIGITAL
Embora o nível de informações hoje sejam enormes, entretanto, dispomos de recursos dos quais os apóstolos não possuíam e que podemos utilizar para a glória de Deus, na propagação de seu Evangelho.. Mas como fazê-lo? Eis algumas sugestões:

4.1 - Rádio. A Rede Brasil Rádio AM e FM de nossa Igreja, tem prestado um excelente serviço na evangelização através de suas programações, que alcançam as mais longínquas terras, e envolvem a transmissão de cultos, mensagens, testemunhos e músicas cristãs, procurando anunciar as “boas novas” a todos os povos. Por isso, devemos contribuir para a manutenção desse trabalho. Muitas vidas têm se encontrado com Cristo através dos meios de comunicação.

4.2 - TV. A Rede Brasil TV, através de sua programação cristã, tem levado uma mensagem de esperança a todos os corações perdidos sem Cristo, sendo esse canal de bênçãos para o Reino de Deus.

4.3 - Internet. Através das Redes Sociais (Facebook, Whatsapp, Twiter, Instagran), Sites, blogs, You tube, etc.

(a) Torpedo. É um serviço muito utilizado para o envio de mensagens de texto curtos, através de telefones celulares. As pessoas que acessam a internet não gostam de acessar mensagens longas, mas curtas. Diante das crises existenciais e das calamidades da vida, apenas uma palavra poderá mostrar o caminho aos perdidos (Lc 7.7).

(b) Facebook. A fé em Cristo, precisa ser divulgada nas mídias sociais, por meio de versículos, reflexões bíblicas, convidando as pessoas para frequentar os cultos etc. Há pessoas que jamais assistiriam cultos em templos. O Espírito Santo pode se utilizar por meio das postagens para atrair as pessoas para Cristo, convencendo-as do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16.8).

(c) Whatsapp. Um simples versículo enviado aos nossos contatos pelo Whatsapp todos os dias, sem sombra de dúvidas, é uma ferramenta poderosa na evangelização, pois a Palavra de Deus é:
(a) viva e eficaz (Hb 4.12);
(b) não torna vazia (Is 55.11);
(c) infalível (Jo 10.35); e,
(d) inspirada (2Tm 3.16; 2Pe 1.21).

(d) Twiter. Devemos aproveitar os fatos contemporâneos para falar da Bíblia Sagrada, mostrando que muitos desses acontecimentos foram previstos pelas Escrituras e que devemos estar preparados para o retorno de Cristo que será num dia imprevisível (Mt 24.42; Mc 13.33,35; 1Ts 5.2,4; 2Pe 3.10; Ap 16.15).

(e) Instagram. Devemos utilizar esta ferramenta com imagens e vídeos cristãos que muitas vezes, falam mais do que as palavras (Êx 3.3; Jr 1.11-14; Hc 2.2).

CONCLUSÃO
A tarefa sublime da evangelização foi designada por Jesus a todos os seus seguidores. Esta deve ser realizada com muita responsabilidade e versatilidade, no que diz respeito a utilização de diversos canais pelos quais poderemos propagar as boas novas a todos os que “pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Rm 3.23). Precisamos encher o mundo com o Nome daquele que foi enviado por Deus com a finalidade de salvar os pecadores e conduzi-los ao céu (Jo 3.16-18).

REFERÊNCIAS
BÍCEGO, Valdir. Manual de Evangelismo. CPAD.
BOYER, Orlando. Esforça-te para Ganhar Almas. VIDA.
COLEMAN, Robert E. Plano Mestre de Evangelismo Pessoal. CPAD.
GILBERTO, Antonio. A Prática do Evangelismo Pessoal. CPAD.

STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

LIÇÃO 10 – O PODER DA EVANGELIZAÇÃO NA FAMÍLIA (At 16.25-34) - 3º TRIMESTRE DE 2016

Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Pernambuco
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LIÇÃO 10 – O PODER DA EVANGELIZAÇÃO NA FAMÍLIA - 3º TRIM/2016 (At 16.25-34)

INTRODUÇÃO
Na lição de hoje traremos a definição de família; destacaremos o interesse de Deus pela evangelização no seio familiar a fim de que a fé nEle fosse preservada e propagada. Veremos também que o nosso lar deve ser uma extensão da igreja, refletindo acerca da importância do ensino e adoração no lar, bem como, a importância do culto doméstico como um meio de evangelização da família e parentes; e, por fim, como devemos proceder com os familiares e parentes, que ainda não são crentes.

I – DEFINIÇÃO DE FAMÍLIA
A família é uma instituição criada por Deus, imprescindível à existência, formação e realização integral do ser humano, sendo composta de pai, mãe e filhos - quando houver - pois o Criador, ao formar o homem e a mulher, declarou solenemente: “Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne” (Gn 2.24). Deus criou o ser humano à sua imagem e semelhança e os fez macho e fêmea: “E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou” (Gn 1.27), demonstrando a sua conformação heterossexual. A diferenciação dos sexos visa à complementaridade mútua na união conjugal: “Todavia, nem o varão é sem a mulher, nem a mulher, sem o varão, no Senhor” (1 Co 11.11), necessária à formação do casal e à procriação. Reconhecemos preservada a família, quando, na ausência do pai e da mãe, os filhos permanecerem sob os cuidados de parentes próximos (Et 2.7,15; I Tm 5.16). Rejeitamos, no entanto, qualquer configuração social, que se denomine família, cuja existência se fundamente em prática, união ou qualquer conduta que atente contra a monogamia e a heterossexualidade consoante o modelo estabelecido pelo Criador e ensinado por Jesus.

II – O INTERESSE DE DEUS PELA EVANGELIZAÇÃO NO SEIO FAMILIAR
2.1 - Na chamada de Abraão. Quando chamou Abrão para ser o pai de uma grande nação da qual viria o Messias, Deus lhe fez diversas promessas, e a principal delas revela-nos o interesse divino pela salvação das famílias “[...] e em ti serão benditas todas as famílias da terra” (Gn 12.3-a). Após o chamado, Deus falou a cerca de Abrão que este cumpriria o seu propósito quanto a perpetuação da fé em relação aos seus descendentes “Porque eu o tenho conhecido, e sei que ele há de ordenar a seus filhos e à sua casa depois dele, para que guardem o caminho do SENHOR [...]” (Gn 18.19).

2.2 - Nas famílias dos hebreus. O lar era a unidade básica da sociedade bem como a primeira escola que um menino judeu conhecia. O Antigo Testamento mostra o grande valor dado às crianças e a grande responsabilidade que pesava sobre os ombros dos pais, porquanto os filhos eram tidos como dons de Deus (Jó 5.25; Sl 127.3; 128.3,4). As crianças eram treinadas em seus deveres religiosos ou outros (I Sm 16.11; II Rs 4.18). Porém, o elemento religioso ocupava sempre o primeiro plano, seguindo a orientação divina (Dt 6.4-9; Sl 78.3-6; Pv 4.3).

2.3.1 - A parte pedagógica das festas e dos memoriais. O próprio Deus determinou por meio de Moisés, e depois, a Josué, servos do Senhor, que era dever dos pais usarem as festas religiosas para ensinarem os seus filhos, a fim de que eles soubessem o sentido que estava por trás de todo cerimonial da Páscoa e assim entendessem o porquê da celebração (Êx 12.26,27; Js 4.1-7).

2.3.2 - Onde deveriam ensinar. A incumbência dos pais incluía ensinar os filhos a adorarem somente ao Senhor (Dt 6.4); a amá-lo de todo coração, alma e força (Dt 6.5); e falar-lhes as Escrituras, e isso deveria ser aplicado principalmente no lar (Dt 6.7-9). A palavra “casa” nesse texto vem do hebraico “bayth”, e significa “casa, habitação ou edificação na qual vive uma família” (Dt 20.5), mas também “pode se referir à própria família” (Gn 15.2; Js 7.14; 24.15). O que Deus estava transmitindo é que o principal local de ensinamento das verdades espirituais e morais aos filhos é no seio familiar, pois é no lar onde os filhos gastam a maior parte do seu tempo.

III – O LAR COMO EXTENSÃO DA IGREJA
3.1 - A importância do ensino no lar. A Igreja é o ambiente propício para o louvor, adoração e pregação da Palavra de Deus (Sl 27.4; II Cr 7.15,16), mas, não é o único lugar onde a Palavra deve ser ensinada (At 5.42). O lar do cristão, deve ser uma extensão da igreja onde os pais reproduzem a sã doutrina para os filhos (II Tm 3.14,15). Os pais cristãos têm a incumbência e séria obrigação de transmitir sua herança espiritual e moral aos filhos (Ef 6.4). Esse legado gira em torno da experiência pessoal do livramento divino do pecado (Rm 6.23); da revelação de Deus em Jesus Cristo (Jo 14.6; Hb 1.1); e, da sua morte por nós na cruz (Jo 3.16-18; Tt 2.11-14). Ainda que a criança tenha na igreja professores da Escola Dominical e outros mestres importantes em sua vida, os pais não devem jamais se omitir da responsabilidade que receberam de Deus de ser a fonte principal de instrução espiritual e moral dos seus filhos (Pv 22.6).


3.2 - O Culto doméstico na evangelização e formação dos filhos e parentes. O lar é o local onde os conceitos mais importantes da vida são ensinados e o caráter cristão da criança é formado, por isso a importância do culto doméstico. Através deste, os pais podem transmitir aos filhos os preceitos divinos, a fim de que eles jamais os esqueçam. Em Dt 6.6- 7, o Senhor intimou os israelitas a repassar aos seus filhos, com toda a diligência, os princípios da Palavra de Deus: “E estas palavras que hoje te ordeno estarão no teu coração; E as intimarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te.” Observe que a orientação divina é que a Palavra de Deus, deve ser ensinada primeiramente “em casa”. Na Bíblia encontramos vários exemplos de pais que colocaram em prática esta exortação, tais como: Adão, que certamente ensinou seus filhos a oferecerem sacrifícios ao Senhor (Gn 4.3,4); Abraão (Gn 18.19); os pais de Moisés (Hb 11.24-27); os pais de Gideão (Jz 6.13); Eunice e Lóide (2 Tm 3.15), dentre outros que influenciaram na vida espiritual de seus filhos. O que poderia ser melhor do que adorar a Deus e estudar a sua Palavra? Fazer isso em família! O culto doméstico é imprescindível à estabilidade espiritual desta instituição, porque é o momento em que todos se reúnem para juntos louvar ao Criador da família e aprender como servi-lo.

IV – EVANGELIZANDO OS FAMILIARES E PARENTES NÃO CRENTES
Nem sempre o cristão tem a alegria de ter os seus familiares e parentes convertidos. Há casos em que os pais são crentes e os filhos não; os filhos são crentes e os pais não. Há outros casos em que o marido é crente e a esposa não e vice versa, e há ainda os casos de parentes que não são cristãos. Nestes e em outros exemplos, a Bíblia dá algumas orientações, a fim que o convívio seja harmonioso e para que estes possam ser alcançados pelo Evangelho. Abaixo destacaremos algumas estratégias que contribuem nessa evangelização:

4.1 - Evangelismo silencioso. Nem todo familiar e parente não crente, aceita de bom grado a conversão de um dos membros da família. Muitas vezes existe resistência, perseguição, sofrimentos e angústia dentro do lar e entre a parentela. Isto fora profetizado por Jesus (Mt 10.34). No entanto, é preciso entender que a melhor e mais eficaz forma de evangelizar nossos entes, é o nosso testemunho pessoal(Mt 5.14,16; Jo 13. 34,35;2 Cor. 2.17; 3.2,3; Cl 2.6; 1 Jo 2.6). Se o marido, por exemplo, resiste ouvir o evangelho, ele não deixará de ver o testemunho vivido na prática por sua esposa, o que poderá resultar na sua conversão “...para que também, se alguns não obedecem à palavra, pelo procedimento [...] seja ganho sem palavra” (I Pe 3.1). O mesmo princípio se aplica ao esposo não crente, aos filhos e toda a parentela.

4.2 - Evangelismo sábio. De acordo com o Aurélio (2004, p. 1784) a palavra “sábio” significa: “prudência, sensatez, reflexão”. É necessário sabedoria para evangelizarmos nossos parentes, principalmente quando há diversidade religiosa (Tg 1.5; 3.17). Há infelizmente aqueles que em vez de contribuírem para a conversão da família, acabam atrapalhando. Devemos lembrar que a conversão é uma obra do Espírito que revela ao homem o seu estado de pecado, e este no uso do seu livre arbítrio, quando se arrepende é regenerado (Jo 3.5; 16.8).

4.3 - Evangelismo equilibrado. De acordo com o Aurélio (2004, p. 1784) a palavra “equilíbrio” quer dizer: “moderação, prudência, comedimento; autocontrole, autodomínio, controle”. O autocontrole no grego “enkrateia”, é o “controle ou domínio sobre os impulsos”. Esta virtude é um aspecto do fruto do Espírito também chamado de temperança e domínio próprio (Gl 5.22), que capacita o crente a não revidar as retaliações sofridas (Mt 5.39; Rm 12.17,21). Pedro orienta-nos sobre a forma como devemos falar a cerca do que cremos (I Pe 3.15). Segundo ele, devemos dar razão da nossa esperança com mansidão, reverência e piedade, pois o propósito não é ganhar uma discussão, mas conduzir as almas para Cristo.

V – O PODER DA INTERCESSÃO PELOS PARENTES
De acordo com o Aurélio (2004, p. 1118), a palavra “interceder” significa: “pedir, rogar, suplicar (por outrem); intervir (a favor de alguém ou de algo)”. No sentido bíblico do Novo Testamento é orar em favor de outros, na direção e no poder do Espírito Santo. Na intercessão, o intercessor põe-se diante de Deus no lugar da outra pessoa. Eis alguns personagens bíblicos que intercederam pelos seus parentes e viram Deus livrá-los: Abraão intercedeu por Ló (Gn 18.20-33; 19.12-16); Raabe rogou pela sua parentela para que não fosse destruída com os demais habitantes de Jericó (Js 2.12- 14; 6.17); Jó intercedia pela saúde espiritual dos seus filhos (Jó 1.4,5); Neemias rogou pelo seu povo, quando soube da situação decadente deles (Ne 1.1-11). Da mesma forma, devemos rogar a Deus pelos nossos entes queridos, a fim de que venham ser alcançados pela imensurável graça divina (Tt 2.11).

CONCLUSÃO
É do interesse divino que a Sua Palavra seja semeada dentro dos lares a fim de conduzir nossos parentes a Sua graça. Todavia, precisamos entender que esse evangelismo precisa ser anunciado com testemunho pessoal, sabedoria e equilíbrio, e ainda acompanhado de muita oração intercessória, a fim de que estes tomem a decisão de seguir a Cristo. 

REFERÊNCIAS
ANDRADE, Claudionor Correa de. Dicionário Teológico. CPAD.
BOYER, Orlando. Toda a Família: como preservar a família em tempos de crise. CPAD.
CHAMPLIN, R.N. Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Vol. 2. HAGNOS.
STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.

terça-feira, 23 de agosto de 2016

LIÇÃO 09 – A EVANGELIZAÇÃO DAS CRIANÇAS (Mt 18.2-6; Mc 10.13-16) - 3º TRIMESTRE DE 2016

Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Pernambuco
Superintendência das Escolas Bíblicas Dominicais
Pastor Presidente: Aílton José Alves
Av. Cruz Cabugá, 29 – Santo Amaro – Recife-PE / CEP. 50040 – 000 Fone: 3084 1524

LIÇÃO 09 – A EVANGELIZAÇÃO DAS CRIANÇAS (Mt 18.2-6; Mc 10.13-16) - 3º TRIMESTRE DE 2016

INTRODUÇÃO
Dentre os desafios que compõe a tarefa de evangelização um deles é de levar a mensagem de Cristo às crianças. Nesta lição destacaremos o que a Bíblia diz no AT e no NT sobre as crianças; veremos que há interesse em Deus na evangelização dos infantes. Veremos ainda quais os trabalhos que a igreja tem desenvolvido para alcançar os pequenos; e, por fim, quais os métodos que devemos utilizar ao apresentarmos o plano da salvação aos infanto-juvenis.

I – O QUE A BÍBLIA DIZ SOBRE A CRIANÇA
Nestes e em outros versículos da Bíblia, vemos que o ser humano é produto do poder criador de Deus (Gn 1.26,27; Sl 139.13-16; Jr 1.4,5). Toda criança nascida no mundo é descendente do primeiro homem criado por Deus e continua a ter fôlego de vida dado por Deus. A cerca disso descreve o salmista de forma poética no Salmo 139.13-15. Paulo acrescenta ainda que “[…] ele mesmo é quem dá a todos a vida, e a respiração, e todas as coisas” (At 17.25).

1.2 - Ela nasce pecadora (Rm 3.23; 5.12). Embora o homem tenha sido criado a imagem e semelhança de Deus, no uso do seu livre arbítrio ele pecou contra Deus (Gn 3.1-6). Tal falha trouxe implicações para toda a humanidade (Sl 14.3; 143.2; Ec 7.20; Rm 3.1-12, 19, 20, 23; Gl 3.22; Tg 3.2; 1Jo 1.8, 10). Várias passagens ensinam que o pecado é uma “herança” do homem desde a hora da sua concepção e seu nascimento, e, portanto, está presente na natureza humana (Gn 6.5). A Bíblia é muito explícita relativamente à extensão e/ou universalidade do pecado (Sl 51.5; Jó 14.4; Jo 3.6; Rm 5.12). Em Ef 2.3 diz o apóstolo Paulo que os efésios eram “por natureza” filhos da ira, como também os demais”. Nesta passagem a expressão “por natureza” indica uma coisa inata e original, em distinção daquilo que é adquirido. O sábio disse que “a estultícia está ligada ao coração da criança [...]” (Pv 22.15-a).

1.3 - Ela precisa de salvação (Lc 19.10; Jo 3.16). A criança até certa idade é despida de consciência moral, mas congenitamente possui a natureza pecaminosa herdada. Nesse sentido, toda criança até alcançar a idade da consciência do bem e do mal é pecadora por natureza, ainda que não tenha a culpa pessoal (Sl 51.5; Jn 4.11). No Juízo Final, as pessoas serão julgadas mediante o teste da conduta pessoal, enquanto estas crianças, nesta faixa etária, mesmo tendo uma natureza para o mal, são incapazes de transgressão pessoal; por isso, cremos que elas estarão entre os salvos (Mt 19.14; 21.16; 25.45,46; Lc 10.21). Mas, após o período da inocência (que a Bíblia não determina quando), já é responsável pelos seus atos, portanto, tem noção de certo e errado (Pv 20.11; Is 7.15). Assim que a criança tiver idade para compreender que pecou contra Deus e ficar triste pelo seu pecado, terá idade para confiar em Cristo. Portanto, se “[…] todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Rm 3.23), todos necessitam de salvação, inclusive as crianças (Tt 2.11).

1.4 - O projeto divino de salvação inclui as crianças (Mt 19.14; Mc 10.14). Em seu ministério Jesus deu muita atenção as crianças. Em Mateus 19.14, os discípulos estavam censurando aqueles que traziam suas crianças até Jesus. Talvez achavam que elas não tinham importância, ou que o Mestre se voltara apenas aos adultos. Mas a atitude de Jesus foi muito diferente. Ele disse: “Deixai” - “permitam”, “consintam” - “os pequeninos e não os estorveis” - “não os impeçam” - “de vir a mim”. O Senhor apreciava muito recebê-los de bom grado. Então, Ele acrescentou: “porque dos tais é o Reino dos céus”. Amor, simplicidade de fé, inocência e, acima de tudo, humildade, são as características ideais das criancinhas, e dos súditos do reino (Mt 18.3; 21.16; Lc 9.48).

II – O INTERESSE DIVINO PELA EVANGELIZAÇÃO DAS CRIANÇAS
Deus sempre mostrou interesse de que as crianças fossem ensinadas desde muito cedo a temer o Seu Nome e obedecer os seus mandamentos. Embora já nascessem num contexto em que Deus tinha aliança para com a nação de Israel, as crianças deveriam aprender a Palavra a fim de servirem ao Deus verdadeiro, como veremos a seguir:

2.1 - No Antigo Testamento. Observamos que desde muito cedo, Deus orientou seus servos quanto a evangelização das suas crianças. Na escolha do nome, por exemplo, vemos que alguns pais tinham o interesse de identificar o infante a fé em Deus. Na instituição da circuncisão, que era para todo macho a partir do oitavo dia de nascido, vemos que os pequenos deveriam se submeter ao pacto com Deus desde muito cedo (Gn 17.10-14). A cerca de Abraão Deus disse: “Porque eu o tenho conhecido, e sei que ele há de ordenar a seus filhos e à sua casa depois dele, para que guardem o caminho do SENHOR [...]” (Gn 18.19). Na ocasião da instituição das festas, Deus ordenou que as crianças deveriam ser ensinadas pelos pais quanto ao motivo espiritual da celebração (Êx 12.25-27). Os primogênitos que foram poupados da morte na noite da primeira Páscoa celebrada no Egito (Êx 13.1,2). Em Deuteronômio 6 vemos que Deus delega aos pais a missão da evangelização dos seus filhos. O sábio Salomão frisou bem esta tarefa dada aos pais (Pv 22.6). Em momentos de convocação solene de arrependimento e conversão, as crianças também não podiam ficar de fora (2 Cr 20.4,13; Ed 10.1; Jl 2.16). O povo de Israel falhou quando os pais deixaram de evangelizar os filhos (Jz 2.10).

2.2 - No Novo Testamento. Nas páginas neotestamentárias encontramos entre o povo judeu cuidadoso quanto a observância das práticas ensinadas no AT. Jesus, foi circuncidado ao oitavo dia (Lc 1.59; 2.21). Como era o filho primogênito de Maria, após quarenta dias de nascido, a criança foi trazida para o Templo para ser apresentada ao Senhor (Lc 2.22-24). O Senhor Jesus foi ensinado desde muito cedo pelos seus pais a frequentar o Templo (Lc 2.41,42). Eunice e Lóide ensinaram as Escrituras ao jovem Timóteo como recomendou Deus na sua Lei (II Tm 3.14,15). Paulo orientou que os pais criassem os filhos “na doutrina e admoestação do Senhor” (Ef 6.4).

III - O PAPEL DA IGREJA LOCAL NA EVANGELIZAÇÃO DAS CRIANÇAS
A Igreja desenvolve vários trabalhos que contribuem eficazmente para evangelização dos pequenos. Abaixo citaremos quais são:

3.1 - A Escola Bíblica Dominical. A EBD é a única escola de educação religiosa popular de que a criança dispõe. Os objetivos do ensino giram em torno do aluno e de suas relações quanto a tudo que é importante para sua vida. A EBD complementa e, às vezes até corrige a educação ministrada nas escolas seculares. E, em muitas situações ela complementa a educação cristã ministrada nos lares. Pode-se acrescentar ainda a EBF (Escola Bíblica de Férias) que é uma das estratégias evangelísticas realizadas pela Escola Bíblica Dominical a fim de evangelizar crianças não salvas conduzindo-as a Cristo, bem como reforçar às crianças salvas, ensinos que enriqueçam sua vida espiritual.

3.2 - O Círculo de Oração Infantil. Outro trabalho de evangelismo que a igreja exerce para alcançar as crianças se dá através do COI. Este tem como objetivo geral incentivar a criança a conhecer mais e melhor a Deus e Sua Palavra, para que possa com convicção professar a fé em Cristo a fim de se tornarem cidadãos do céu. 3.3 - No culto infantil. Quando o templo dispõe de espaço, pode-se realizar o culto infantil. Neste espaço se reúne as crianças de 3 a 12 anos e se realiza o culto com uma linguagem apropriada para elas. No culto infantil as crianças terão a oportunidades de serem evangelizadas, de aprenderem as doutrinas bíblicas, além de ter participação direta na liturgia.

IV – PORQUE EVANGELIZAR AS CRIANÇAS
a) Em Adão, todos pecaram, inclusive crianças (SI 58.3; Rm 3.23);
b) O coração do homem é mau desde da sua meninice (Gn 8.21; Sl 58.3).
c) A criança possui alma imortal (Ez 18.4), portanto, necessita de salvação (Mt 18.6);
d) É mandamento bíblico (Dt 4.9,10; 6.6,7; Pv 22.6; Mt 28.19; Mc 16.15);
e) Jesus deu o exemplo, por isso devemos imitá-lo (Mt 18.2; Mc 9.36,37);
f) Não é vontade de Deus que uma criança se perca (Mt 18.14; Mc 10.14);

V – COMO EVANGELIZAR AS CRIANÇAS
5.1 - Utilizar uma linguagem compreensível. Jesus utilizava-se de uma linguagem acessível para transmitir suas mensagens. A parábola do semeador (Mt 13.3-9), da ovelha perdida (Lc 15.3-7), das bodas (Mt 22.1-13), dentre outras, mostra-nos que o Mestre se valeu de experiências do seu cotidiano para ensinar a Palavra de Deus (Mc 13.34,35). De igual forma na evangelização de crianças precisamos utilizar uma linguagem compreensível a elas, a fim de que entendem o plano da salvação. Não podemos pregar sobre Cristo para uma criança da mesma forma como pregamos para um adulto. A mensagem é a mesma, mas a metodologia deve adequar-se a realidade do ouvinte.

5.2 - Utilizar recursos visuais. O cartaz faz parte da lista de recursos didáticos que apelam para a visão como fonte de experiência. É um meio de comunicação de massa de natureza visual cuja finalidade é anunciar os mais diversos tipos de mensagens (Hc 2.2). Existe um provérbio chinês diz: “O que eu ouço, esqueço; o que eu vejo, lembro; se eu faço, aprendo”. Estudiosos afirmam que a aprendizagem ocorre por meio dos cinco sentidos:

(a) 1 % pelo paladar;
(b) 1,5% pelo tato;
(c) 3,5% pelo cheiro;
(d) 11 % pela audição; e,
(e) 83% pela visão.

5.3 - Pelo exemplo pessoal. De nada adiantará evangelizar as crianças, se o comportamento do ensinador difere do que ele ensina. Jesus ensinou dando exemplo (Jo 13.15,34; 15.12). O apóstolo Paulo procurava imitar a Cristo e por isso podia dizer a igreja “sede meus imitadores, como também eu de Cristo” (I Co 11.1). Com frequência, as crianças reproduzem o que veem nos adultos, seja bom ou mau. Alguém já disse acertadamente: “as palavras ensinam, mas os exemplos arrastam”.

CONCLUSÃO
A fase infanto-juvenil é o período da vida em que o coração e a mente estão mais predispostos à influência do evangelho. Uma criança ganha para Cristo representa uma alma salva e uma vida que poderá ser empregada no serviço do Mestre. Sabendo disto, devemos nos empenhar para conduzir o maior número de crianças a Cristo.

REFERÊNCIAS
ANDRADE, Claudionor Correa de. Dicionário Teológico. CPAD.
DOERTHY, Sam. Bases Bíblicas para a evangelização das crianças. APEC.
GILBERTO, et al. Teologia Sistemática Pentecostal. CPAD.

STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

LIÇÃO 08 – A EVANGELIZAÇÃO DOS GRUPOS RELIGIOSOS (Jo 3.1-16) - 3º TRIMESTRE DE 2016

Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Pernambuco
Superintendência das Escolas Bíblicas Dominicais
Pastor Presidente: Aílton José Alves
Av. Cruz Cabugá, 29 – Santo Amaro – Recife-PE / CEP. 50040 – 000 Fone: 3084 1524

LIÇÃO 08 – A EVANGELIZAÇÃO DOS GRUPOS RELIGIOSOS - 3º TRIM/2016
(Jo 3.1-16)

INTRODUÇÃO
Nesta lição, refletiremos, um pouco sobre um dos desafios da Igreja atual, a evangelização dos grupos religiosos. Embora tomados aqui de forma específica visando atender a metodologia do autor da lição, não devemos nos esquecer que todos os membros dessas organizações religiosas são pecadores, e como tal, precisam nascer de novo.

I – DEFINIÇÕES:
1.1 - Religião. A religião é um sistema de crenças, doutrinas e rituais que são próprios de um grupo social. “Religião é um sistema comum de crenças e práticas relativas a seres sobre-humanos (...) que podem fazer coisas que nós não podemos (...) e que podem tomar a forma de ancestrais, deuses ou espíritos (Enciclopédia Merrian Webster de Religiões do Mundodpróximo so das religiões não cristãs, que apesar de negarem os valores cristãos , não são seitas em virtude de sua estrutura, história e influência na sociedade. São reconhecidas como falsas religiões, com exceção do Judaísmo, que originalmente veio de tempo por causa da sua rejeição ao Messias. Já qualquer movimento que discorda dos pontos fundamentais da fé cristã, defendido pelos três principais ramos do Cristianismo, tais como: autoridade da Bíblia, Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo, pecado, inferno, salvação e o homem é seita (SOARES, p. 25-27).

1.2 - Seita. O termo seita do grego “hairesis”, procede de uma raiz que significa “selecionar”, “escolher” ou “facção”, traduzido pela Vulgata Latina (Tradução do grego para o Latim) por “secta”. Grupo de pessoas que optam por seguir uma doutrina contrária à ortodoxia. O termo e seus derivados acham-se com abundância nas páginas do NT (Mt 12.18; 1Co 11.19; Gl 5.20; Fp 1.22; 2Ts 2.13; Hb 11.25; 2Pe 2.1). Originalmente, um herege do grego “hairetikos” era alguém cuja opinião distinguia-se da teoria de um partido ou escola de pensamento historicamente estabelecido (ANDRADE, 2006, p. 329 – grifo e acréscimo nosso).

II – PRINCIPAIS GRUPOS RELIGIOSOS DOS DIAS DE JESUS
O Novo Testamento usa a palavra grega “hairesis” para identificar esses grupos religiosos. O apóstolo Paulo disse: “... conforme a mais severa seita da nossa religião, vivi fariseu” (At 26.5). Essa mesma palavra é usada para identificar os saduceus: “E, levantando-se o sumo sacerdote e todos os que estavam com ele (e eram eles da seita dos saduceus), encheram-se de inveja” (At 5.17). Veja que o judaísmo, que era a religião de Saulo antes de sua conversão, conforme Gálatas 1.13,14, congregava em seu bojo esses grupos religiosos, que o próprio Novo Testamento chama de seita. Dois principais grupos religiosos surgiram dentro do judaísmo no período inter bíblico, nos dias de João Hircano II, da família dos Macabeus, por volta da metade do séc. II, a.C. Foram eles os fariseus e os saduceus, cada um desses grupos com suas características sociais, religiosas e políticas.

2.1 - Os fariseus. Os fariseus, do hebraico “prushim”, que significa “separados”, porque não concordavam com os saduceus. Defendiam a separação do Estado da religião e achavam que o estado devia ser regido pela Torá, a lei de Moisés. Eram provenientes principalmente da classe média urbana, mas havia alguns camponeses. Representavam o povo, e apesar de serem minoria na sociedade pré-cristã, exerciam fortes influências na comunidade judaica. Eram membros do sinédrio e tornaram-se inimigos implacáveis de Jesus. Os evangelhos estão repletos de provas do comportamento negativo dos fariseus e de suas hipocrisias. Jesus os censurou severamente em Mateus 23. Eles se caracterizaram de maneira marcante pela hipocrisia. Jesus, porém, evangelizou Nicodemos, fariseu e um dos principais dos Judeus, com a maior de todas as mensagens: a do amor de Deus (Jo 3.1-21).

2.2 - Os saduceus. O nome vem do hebraico, “tsedukim”, de Zadoque, família que detinha o cargo de sumo sacerdote desde a época de Salomão: “... e a Zadoque, o sacerdote, pôs o rei em lugar de Abiatar” (1 Rs 2.35). Defendiam a política expansionista dos Macabeus e a união da religião com o Estado, queriam que o sumo sacerdote governasse a nação. Alegavam aceitar apenas os cinco livros de Moisés, rejeitando os demais livros do AT. Aceitavam o Pentateuco com certa reserva, pois não acreditavam em anjos, espíritos e nem na ressurreição: “... os saduceus dizem que não há ressurreição, nem anjo, nem espírito; mas os fariseus reconhecem uma e outra coisa” (At 23.8). Por isso Jesus fez questão de mostrar que é o Pentateuco que mostra ser o Deus de Abraão, e Deus de Isaque, e Deus de Jacó, o Deus de vivos e não de mortos, em Lucas 20.37,38. Por que Jesus não citou outras partes das Escrituras que falam da ressurreição dos mortos? Para tomar mais evidente a contradição das crenças dos saduceus. Muitos deles eram sacerdotes, conforme já vimos em Atos 5.17, e eles exerciam fortes influências no Sinédrio.

III – PRINCIPAIS GRUPOS RELIGIOSOS NOS DIAS DA IGREJA PRIMITIVA
3.1 - Religião do Estado - O panteão greco-romano – a adoração aos ídolos estava entrelaçada com todos os aspectos da vida. Era encontrada em todos os lares para serem adoradas. Em todas as cidades eram oferecidas libações aos deuses. As imagens eram adoradas em todas as cerimônias cívicas ou provinciais. Um exemplo claro disso é a adoração de Ártemis, em Éfeso, a imagem que diziam ter caído do céu (At. 19.27,35). A devoção fanática é evidenciada pelo motim que encheu o anfiteatro (At. 19.34).

3.2 - O culto ao imperador (2 Ts 2.3,4; At. 17.7) – A adoração ao imperador era considerada uma prova de lealdade. Nos lugares mais visíveis de toda cidade, havia uma estátua do imperador reinante, para onde deveriam ser dirigir oferendas e incensos como se ofereciam aos deuses.

3.3 - As religiões de mistérios – era o ocultismo daqueles tempos, o acatamento e respeito supersticiosos das massas para com aqueles poderes do universo que não podiam compreender, embora os sentisse de modo vago (Cl 2.18,19). Os feiticeiros são mencionados em Atos, como rivais dos pregadores do evangelho (At. 8.9-24; 13.6-11).

3.4 - Os Judaizantes – A controvérsia judaizante, que começou em Antioquia e que aflingiu Paulo ao longo de todo seu ministério, foi o arauto de muitos outros erros que atacaram a igreja do primeiro século (Gl 1-3). Nas epístolas a Timóteo e a Tito, Paulo deu grande ênfase à ortodoxia doutrinária, predizendo que mais tarde alguns se afastariam da fé, dando ouvidos a espíritos sedutores e a doutrina demoníaca ( 1Tm 4.1; 2 Tm 4.4). As epístolas de 2 Pedro, Judas, 1,2,3 João, foram escritas para resolver problemas criados por essas tendências para as falsas doutrinas dentro da Igreja resultante de grupos religiosos da época, que se constituíam um duplo desafio para o apóstolo: barrar os falsos ensinos, bem como, ganhar os adeptos desses grupos para o reino de Deus.

IV – PRINCIPAIS GRUPOS RELIGIOSOS DESAFIADORES:
4.1 - No Mundo – Religiões Orientais (Hinduísmo, Budismo, Jainismo, Confuncionismo, Xintoísmo, etc); Religiões Primitivas (Tradicionais de povos nativos da África, América, Ásia, ilhas da Oceania, Ex. Xamanismo, Totemismo, Magia, etc); Religião Oriental (Islamismo), este último, tem crescido assustadoramente, sobretudo pela imigração causada pelas guerras.

4.2 - No Brasil – As Testemunhas de Jeová ensinam que a redenção de Cristo oferece apenas a oportunidade para a pessoa alcançar a salvação através das obras. Jesus apenas abriu o caminho, o restante é com o homem. Uma de suas obras diz: “trabalhamos arduamente com o fim de obter nossa própria salvação”.

Os Adventistas creem que a vida eterna só será concedida aos que guardarem a lei, que para eles implica a guarda obrigatória do Sábado.

O Espiritismo. Creem na reencarnação e na consulta os mortos. Inclui-se aqui o Candomblé, Umbanda e Quimbanda.

Catolicismo Romano. Crê na mediação dos santos, na intercessão por Maria e num purgatório etc. Os Mórmons afirmam crer no sacrifício expiatório de Jesus, porém, sem o cumprimento das leis estipuladas pela igreja deles não haverá salvação.

A Congregação Cristã no Brasil. Não aceitam nem creem num mistério pastoral, no dízimo nem tampouco na evangelização.

V - COMO ALCANÇAR OS GRUPOS RELIGIOSOS NOS DIAS ATUAIS
Embora estejamos tratando de grupos religiosos, entretanto, o contato com os membros desses grupos, sempre será pessoalmente. Por isso o Evangelismo Pessoal é de grande relevância e é a obra de falar de Cristo aos perdidos individualmente é levá-los a Cristo, o Salvador (Jo 1.41,42; At 8.30). A importância vê-se no fato de que a evangelização dos pecadores foi o último assunto de Jesus aos seus discípulos antes de ascender ao céu (Mc 16.15,19; At 1.8,9). Ganhar almas foi a suprema tarefa do Senhor Jesus aqui na terra (Lc 19.10; 1Tm 1.15). Vejamos alguns passos para alcançarmos esses grupos:

5.1 - Leia a Bíblia e se familiarize com a Palavra (2 Tm 2.15; 3.15);Não se pode evangelizar sem se conhecer a Palavra.

5.2 - Ore por aqueles que você quer ganhar para Jesus (Fp 4.6; 1 Tm 2.1; Lc 11.5-10);

5.3 - Procure conhecer o máximo que puder sobre o grupo a ser alcançado, com isso você saberá que abordagem e que textos específicos precisará utilizar na evangelização daquele grupo (1 Cor. 9.19-22);

5.4 - Trate a cada um com respeito, amor e consideração (Fl 2.3; Jo 13.34; 15.12), não procure depreciar a religião do outro, denegrindo a imagem do fundador, crenças ou práticas religiosas, Jesus é o nosso maior exemplo de respeito e amor ao próximo (Jo 3.1-16; 4.4-30; Gl 5.13-16);

5.5 - Procure entender que são ovelhas que não tem pastor (Mt 9.36; Mc 6.34) e que estão enganados (2 Cor. 4.4; 1 Cor 2.14), tanto quanto estávamos antes de aceitarmos Jesus ( Ef. 2.2,3, 11,12; Is. 53.6-12);

5.6 - Demonstre o amor de Deus por meio de seu testemunho (Mt 5.14,16; Jo 13.34,35; 2 Cor. 2.17; 3.2,3; Cl 2.6; 1 Jo 2.6); Sendo atencioso (Jo 4.17); Falando com convicção (At 27.25; 2Tm 1.12); Persistindo e nunca discutir (Rm 14.19; 2Tm 2.24-25); Usando a sabedoria divina (Rm 10.9); Dando ênfase ao Senhor Jesus (At 4.12; Jo 14.6);

CONCLUSÃO
Os grupos religiosos são desafios contemporâneos à Igreja do séc. XXI, e que como os apóstolos, precisamos conquistá-los em “[...] demonstração do Espírito e do poder de Deus” (2 Co 2.4b). Nunca devemos evangelizar com o intuito de agredir ou maltratar alguém porque por professar uma outra fé. A marca que o Senhor disse que seus discípulos teriam é o amor: “Sigamos, pois, as coisas que servem para a paz e para a edificação de uns para com os outros” (Rm 14.19). Temos que msempre com respeito e mansidão a verdade que a Bíblia ensina:“A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para que saibais como vos convém responder a cada um” (Cl 4.6); “[...] estai sempre preparados para responder com mansidão e temor...” (1Pd 3.15,16); “E ao servo do Senhor não convém contender, mas sim ser manso para com todos...” (2Tm 2.24,25).

REFERÊNCIAS
ANDRADE, Claudionor Correa de. Dicionário Teológico. CPAD.
BÍCEGO, Valdir. Manual de Evangelismo. CPAD.
BOYER, Orlando. Esforça-te para Ganhar Almas. Vida.
SOARES, Ezequias. Manual de Apologética. CPAD.
STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.
TENNEY, Merril C. O Novo Testamento: sua origem e análise. VIDA NOVA.

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

LIÇÃO 07 - O EVANGELHO NO MUNDO ACADÊMICO E POLÍTICO (Dn 2.24-28) - 3° TRIMESTRE DE 2016

Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Pernambuco
Superintendência das Escolas Bíblicas Dominicais
Pastor Presidente: Ailton José Alves
Av. Cruz Cabugá, 29, Santo Amaro - Recife-PE / CEP. 50040-000  Fone: 3084 1524

LIÇÃO 07 - O EVANGELHO NO MUNDO ACADÊMICO E POLÍTICO - 3° TRIMESTRE DE 2016 (Dn 2.24-28)

INTRODUÇÃO
Nesta lição trataremos de alguns desafios específicos quando tentamos evangelizar universitários e pessoas que ocupam cargos políticos. Falaremos também de que é necessário anunciar o Evangelho de forma estratégica a fim de que a mensagem de Cristo possa alcançar o coração dos pecadores nestes lugares; e, por fim, destacaremos a pessoa do apóstolo Paulo como um missionário que cumpriu o seu chamado de evangelizar os povos, alcançando tanto leigos como intelectuais, tanto plebeus como reis e magistrados.

I - A UNIVERSIDADE E O MUNDO ACADÊMICO NA HISTÓRIA BÍBLICA
Pode parecer sem sentido falar-se em universidade na Bíblia; mas, há referências que indicam a existência de pessoas que tinham estudos de "nível superior" para sua época, mesmo que não houvessem instituições formais de ensino universitário nos moldes que a conhecemos hoje. Vejamos alguns exemplos de personagens bíblicos que se destacaram em sua "vida universitária".

1.1 - Moisés. O líder do Êxodo foi instruído em toda a ciência dos egípcios, "era poderoso em palavras e obras" (At 7.22). Certamente, Moisés tinha obtido instrução de nível superior no Egito, e segundo Filo, historiador judeu do 1° século, citado por Norman (2005, Vol 3, p.149), "Ele conhecia (...) as ciências como astronomia, medicina, matemática, filosofia religiosa(...)"  "(...) acrescendo-se ainda a aritmética, geometria, todo ramo de música, os hieróglifos, e os idiomas assírio e o caldeu". Moisés era um homem erudito, tendo a qualificação necessária para ocupar o trono egípcio, como "filho da filha de Faraó" (Hb 11.24).

1.2 - Os jovens hebreus. Daniel e seus três companheiros exilados em Babilônia, foram escolhidos não só por serem das famílias reais e nobres hebraicas, mas por possuírem qualificações acadêmicas "(...) instruídos em toda sabedoria, doutos em ciências, versados no conhecimento, que fossem competentes para assistirem no palácio do rei (...)" Dn 1.4,.  Daniel também possuía habilidades político-administrativas, foi estadista durante o governo de Nabucodonosor (Dn 2.48,49), Belsazar (Dn 5.29) Dario, o medo, e Ciro, o persa (Dn 6.28). Após passarem pela prova de sua fé, não se contaminando com o manjar do rei, os moços hebreus receberam de Deus qualificações espirituais "conhecimento e inteligência em toda a cultura e sabedoria, mas a Daniel deu inteligência de todas as visões e sonhos" (Dn 1.17). Daniel e seus três amigos foram reeducados cientificamente na língua e na cultura dos caldeus (Dn 1.4), nos textos cuneiformes em acádio, uma vasta gama de resumos sobre religião, magia, astrologia e ciências, além de falarem e escreverem em aramaico. E mesmo assim, tiveram uma vida e uma carreira acadêmica de testemunho.

1.3 - Jesus entre os doutores de Israel. O adolescente Jesus, aos 12 anos de idade, teve a oportunidade singular de, com a sabedoria divina, confundir os doutores e sábios de Israel (Lc 2.46-47). Os doutores de Israel eram, sem dúvida, pessoas de nível "universitário" para a sua época. O menino Jesus os sobrepujou em tudo, pois crescia "em sabedoria, em estatura e em graça para com Deus e os homens" (Lc 2.52).

1.4 - O apóstolo Paulo. Devemos, também, considerar a ascendência "universitária" judaica de Paulo (Fp 3.5). Na escola da sinagoga o menino começava a ler as Escrituras com apenas cinco anos de idade, aos dez anos, estudou a Mishna com suas interpretações emaranhadas da Lei. Assim, ele se aprofundou na história, nos costumes, nas Escrituras e na língua do seu povo (falava hebraico, grego, aramaico e latim). Passou em Jerusalém sua juventude "aos pés de Gamaliel", onde foi instruído "segundo a exatidão da lei..." (At 22.3; 26.4). Gamaliel era neto de Hillel, um dos maiores rabinos judeus. Segundo a profecia de Atos 9.15 o público para quem Paulo foi enviado incluía as autoridades políticas "[...] para levar o meu nome diante dos gentios, e dos reis [...]".

II - PAULO, UMA TESTEMUNHA DE CRISTO NO MUNDO POLÍTICO E ACADÊMICO
Embora servos de Deus como: José e Daniel deram testemunho da sua fé em Deus diante dos governantes (Gn 41.16,25,28,32; Dn 2.27,28,37,44,45; 4.27; 5.22,23), destacaremos aqui a vida do apóstolo Paulo. Mesmo sem dispor de Rádio, Televisão, Internet e meios de transportes modernos, ele pôde ganhar milhares de vidas para Cristo. Segundo a profecia de Atos 9.15 o público para quem Paulo era um público vasto, que incluía as autoridades políticas "[...] para levar o meu nome diante dos gentios, e dos reis [...]". Este nobre servo do Senhor foi um mmissionário exemplar, levando a mensagem aos que estavam no mundo acadêmico e político, como podemos ver abaixo:

2.1 - No mundo político. O registro de Atos nos mostra Paulo pregando para o procônsul Sérgio Paulo, em sua primeira viagem missionária (At 13.1-3,7). Aquela autoridade ao ouvir a mensagem do evangelho creu no Senhor (At 13.12). Em Cesaréia Paulo também testemunhou de Cristo as autoridades políticas (At 26.1-32). Ele fora para lá para ser julgado, visto que as autoridades judaicas queriam a sua morte (At 25.14,24; 26.21). Quando trazido a presença dos magistrados, o apóstolo foi autorizado a dar o seu depoimento (At 26.1). Aproveitando a oportunidade o servo do Senhor, testemunhou da sua fé da seguinte forma:

(a) Paulo falou educadamente (At 26.1-3);
(b) Paulo relatou a sua transformação, por meio do evangelho (At 26.4-12);
(c) Descreveu sua experiência com Jesus no caminho de Damasco (At 26.13-19); e, (d) Pregou o evangelho a todos os presentes (At 26.20-32).

2.2 - No mundo acadêmico. Paulo em Atenas (Atos 17). A cerca de Atenas nos diz Beacon (2006, p. 340) "Atenas foi o maior centro de cultura e educação da antiguidade. A escultura, a literatura e a oratória de Atenas, nos séculos V e IV a.C., nunca foram ultrapassadas; também na filosofia ela ocupava um lugar de liderança, sendo a terra natal de Sócrates e de Platão, e o lar adotivo de Aristóteles, Epicuro e Zeno. Assim como Roma, Atenas ainda é uma das grandes capitais do mundo". Lucas, nos registra qual a reação de Paulo diante desta importante cidade da Grécia:

(a) Paulo viu a sua idolatria (At 17.16-b);
(b) Paulo se comoveu por tal situação de ignorância (At 17.16-a);
(c) Paulo pregou o evangelho (At 17.17,18).

Em sua pregação Paulo se dirige aos judeus na sinagoga e na praça com os gentios (At 17.17). Quando levado ao Areópago, Paulo prega para dois grupos de filósofos chamados de epicureus e estóicos, sobre a revelação de Deus (At 17.30,31).

III - COMO PREGAR NO MUNDO ACADÊMICO E POLÍTICO
A Bíblia não somente orienta-nos a pregar o evangelho como também nos ensina a forma como devemos pregar. É preciso usar estratégias a fim de que a preciosa mensagem de Cristo alcance os corações dos ouvintes. Vejamos algumas formas com as quais podemos anunciar o evangelho nos ambientes acadêmico e político:

3.1 - Ter consciência que há uma estratégia especifica para alcançar cada segmento social. Paulo nos diz "Porque, sendo livre para com todos, fiz-me servo de todos para ganhar ainda mais. E fiz-me como judeu para os judeus, para ganhar os judeus; para os que estão debaixo da lei, como se estivesse debaixo da lei, para ganhar os que estão debaixo da lei. Para os que estão sem lei, como se estivesse sem lei (não estando sem lei para com Deus, mas debaixo da lei de Cristo), para ganhar os que estão sem lei. Fiz-me como fraco para os fracos, para ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos, para por todos os meios chegar a salvar alguns. E eu faço isto por causa do evangelho, para ser também participante dele (1Co 9.19-23).

3.2 - Com a própria vida (1Pe 3.1). Nenhum testemunho acerca de Cristo é tão impactante na evangelização quanto o testemunho pessoal (Mt 5.13-16). Pedro nos ensina que a melhor defesa não é uma argumentação veemente, mas um bom procedimento em Cristo, o testemunho silencioso de uma vida santa centrada no Senhor Jesus (1Pe 1.14-16; 2.12). Pois, de nada adiantará pregarmos a mensagem de Cristo senão reproduzirmos no dia a dia, os traços do seu caráter em nosso comportamento (Tt 3.8; Tg 2.12; 1Jo 2.6). Os universitários cristãos devem produzir frutos dignos de um salvo, como também aqueles que estão assumindo cargos públicos a fim de que o Nome do Senhor seja glorificado (Mt 5.16; 1Co 10.31;  1Pe 3.15).

3.3 - Com respeito e mansidão (Tt 3.2; 1Pe 3.15). Isso implica em respeito as autoridades, professores, políticos, etc. Jesus sabia lidar com as pessoas (Jo 4.6-10). O apóstolo Pedro nos recomenda agir da mesma forma, quando as pessoas perguntarem o motivo da nossa crença: "... e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós".

3.4 - Com sabedoria (Cl 4.5). Além de mansidão e respeito, precisamos ter sabedoria para comunicar o evangelho de Cristo. O termo grego para sabedoria é Sophia e significa: habilidade nas questões da vida, sabedoria prática, administração sábia e sensata ou uso correto do conhecimento (Lc 21.15; At 6.3; 7.10; Cl 1.28; 3.16; 4.5). (STAMPS, 1995, p. 1926). Esta encontra-se a disposição daquele que busca em oração (Ef 1.17; Tg 1.5). O apóstolo Tiago diz que a sabedoria divina é: primeiramente pura, depois pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade, e sem hipocrisia (Tg 3.17). Jesus prometeu aos seus seguidores que lhes daria sabedoria para responder acerca da sua fé, quando fossem questionados (Mt 10.17-20).

3.5 - Com Equilíbrio (2Tm 4.5). Paulo recomenda a Timóteo "(...) Sóbrio em todas as coisas, suporta as aflições, faze o trabalho de um evangelista, cumpre cabalmente o teu mministério. É preciso equilíbrio para que no testemunho verbal, possamos esperar o momento certo, para trazermos a palavra certa, e assim, produzir o efeito desejado (Pv 25.11; Ef. 4.29); Ser equilibrado é ter a maturidade cristã necessária para esse tipo de evangelismo específico.

3.6 - Com Humildade (Jo 13; Fl 2.3). A humildade é a atitude fundamental na vida do cristão, pois ela demonstra como vivenciamos nossa fé e a testemunhamos em meio a sociedade. Jesus foi o nosso maior exemplo de humildade (Mt 11.28-30; Jo 13; Fl 2.6-8); Pedro nos recomenda humildade (1Pd 5.5), a Igreja primitiva servia ao Senhor com simplicidade e singeleza de coração (At. 2.46). A humildade nos leva a reconhecer os outros superiores a nós mesmos (Fp 2.3) e a reconhecer nossa pequenez diante de Deus (Jó 42.2; Rm 15.18,19; 2Co 3.5; 4.7).

3.7 - Com Oração e Jejum (Dn 6.10; 9.4; 10.2,3; 1Ts 5.17; 1Tm 2.1,2; Mt 6.16,17; 17.31; Mc 14.38;  Lc 5.33-35). Toda obra evangelística requer uma preparação espiritual, portanto Orar e Jejuar é atividade primordial para alcançarmos qualquer vida sem Cristo. Pois travamos uma batalha espiritual diária contra as forças das trevas (Ef. 6.12; 1 Pe 5.8), por isso precisamos estar preparados (Ef. 6.10,11,13-18; 1Pd 5.9).

3.8 - Na dependência do Espírito e no poder de Deus (Jo 16.13; 1Co 2.4,5; 2Co 3.5; Ef. 5.18; 6.19,20). O apóstolo Paulo não procura fazer uso de seu conhecimento filosófico para ganhar os coríntios que eram influenciados pela filosofia grega, antes, Na dependência do Espírito, procurava apresentar a Cristo no poder do Espírito Santo, pois Cristo é o Poder de Deus e Sabedoria de Deus (1Co 1.24).

CONCLUSÃO
Sem sombra de dúvidas, a evangelização é uma tarefa desafiadora. Ainda mais quando se trata de testemunhar de Cristo no mundo acadêmico e político. Faz-se necessário que nós cristãos saibamos de forma prudente comunicar as Boas Novas de salvação da forma correta, mostrando aos acadêmicos e aos políticos que, ser cristão não é cometer suicídio intelectual; que fé e a razão são convergentes, não excludentes.

REFERÊNCIAS
EARLE, Ralph. Comentário Bíblico Beacon. Vol 07. CPAD.
STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

LIÇÃO 06 – A EVANGELIZAÇÃO DOS GRUPOS DESAFIADORES (Lc 7.36-50) - 3º TRIMESTRE DE 2016 

Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Pernambuco
Superintendência das Escolas Bíblicas Dominicais
Pastor Presidente: Aílton José Alves
Av. Cruz Cabugá, 29 – Santo Amaro – Recife-PE / CEP. 50040 – 000 Fone: 3084 1524

LIÇÃO 06 – A EVANGELIZAÇÃO DOS GRUPOS DESAFIADORES - 3º TRIM/2016
(Lc 7.36-50)

INTRODUÇÃO
Veremos nesta lição que o Salvador veio para salvar todos os homens e que a igreja do século 21 tem um grande trabalho pela frente: evangelizar os grupos desafiadores, pois tais pessoas não podem ser ignoradas nas ações evangelísticas da igreja. Pontuaremos que, muitas vezes, Jesus pregou para pessoas em uma cultura onde elas não eram valorizadas. Notaremos que Jesus acolheu os deficientes morais, e por isso foi chamado de amigo de pecadores (Mt 11.19). Com isso, Jesus não aprovou o pecado, mas sempre se mostrou acessível ao pecador e as suas necessidades, pois, o Salvador não excluiu ninguém. Concluiremos vendo que seu convite generoso ainda está aberto para todos que se sentem rejeitados, cansados e oprimidos, a fim de que recebem alívio (Mt 11.28).

I - A AÇÃO INCLUSIVA DO EVANGELHO DE CRISTO
O Aurélio define a palavra inclusão como: “ato ou ação de incluir ou de admitir” (FERREIRA, 2004, p. 1088). É necessário entender que a inclusão da qual a Bíblia menciona é a do pecador e não a do pecado. Como Igreja do Senhor, precisamos alcançar com o Evangelho os grupos desafiadores. Jesus, o Filho de Deus, não excluiu ninguém, pois anunciou a mensagem da inclusão (ARRINGTON, 2009, p. 361). Vejamos:

1.1 - Identificando os grupos desafiadores. Jesus deu uma atenção especial aos pobres, necessitados e excluídos em seu ministério e nos exortou a fazer o mesmo. “Pois o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido” (Lc 19.10). Moradores de rua, usuários de droga, menores abandonados, presidiários, meretrizes, homossexuais, adúlteros, mendigos, ladrões, alcoólatras, etc. O evangelho de Jesus deve chegar a todas as pessoas inclusive aquelas que estão a margem da sociedade. Precisamos ver com os olhos de Cristo estas pessoas como ovelhas perdidas sem pastor.

1.2 - Alcançando os grupos desafiadores. Existem muitos grupos marginalizados e são aqueles colocados à margem da sociedade movidos por preconceitos e falta de oportunidades. Vivem sem esperança, afeto, carinho, amor e salvação. São muitos que se tornaram vítimas de situações sociais opressoras e injustas. Deus deseja que o evangelho alcance todos, sem distinção (Mt 9.35,36). A vocação da igreja é apascentar gente que assim vive (Jo 4.35). Ide por todo o mundo, e pregai o evangelho a toda criatura” (Mc 16.15). Jesus declarou dizendo que veio para os pecadores e não para os justos (Mt 9.13). Jesus veio para os doentes e não para os sãos, pois os sãos não precisam de remédio, mas os doentes (Mt 9.12; Mc 2.17).

1.3 - Amando os grupos desafiadores. Os marginalizados neste mundo precisam ser vistos de forma diferente da que nos acostumamos a vê-los. Essas pessoas são ovelhas, mas sem pastor e devemos atentar a maneira como Jesus as vê: “Vendo Ele as multidões, tinha grande compaixão delas...” (Mt 9.36). O mestre não as chama de lobos, mas de ovelhas e as vê com os olhos de compaixão. Para desenvolvermos uma ação evangelizadora e missionária com grupos específicos precisamos ter esse olhar. Olhar com os olhos de Jesus significa um olhar terno, apurado e constante. A igreja tem os seus olhos diferentes do mundo pois seus olhos são os de Jesus (Jo 8.10).

1.4 - Tratando os grupos desafiadores. É preciso reconhecer que essas pessoas precisam da ação terapêutica da igreja. “E percorria Jesus todas as cidades […] curando todas as enfermidades e moléstias do povo” (Jo 9.3). Cura é o que muita gente precisa, seja ela física, emocional ou espiritual. A igreja exerce esta função terapêutica neste tempo de tanta carência. Jesus nunca se preocupou com o que uma pessoa era ou deixava de ser. O alvo de Jesus era resgatar todas. Jesus via nesses as oportunidades de salvação e restauração. Os de grupos específicos são seres humanos criados à imagem e semelhança de Deus e que precisam dessa semelhança e imagem restauradas pelo poder do Evangelho (Rm 1.16; 2Co 5.17). Eles precisam de cura da alma, de seus traumas. Essa ação terapêutica envolve também a restauração da dignidade humana, que um dia perderam por causa dos vícios e de suas atitudes não éticas e morais.

II - PORQUE DEVEMOS EVANGELIZAR GRUPOS DESAFIADORES
Quando no coração do cristão, não há nenhum desejo pela salvação dos perdidos, é porque talvez este cristão não experimentou a verdadeira salvação ainda. Uma das evidências da nossa salvação, é o forte desejo e amor que temos de levar pessoas a Cristo: Porque não podemos deixar de falar do que temos visto e ouvido” (At 4.20). Notemos então porque devemos evangelizar os grupos desafiadores:

2.1 - Porque Jesus nos deu esta ordem. Quem não se dispõe a ir, está cometendo pecado de omissão: “... ai de mim se não anunciar o evangelho.” Foi Jesus quem disse : “Dai-lhe vós de comer [...]” (Mc 14.16) “Vai trabalhar na minha vinha [...]”
(Mt 21.28). “De graça recebeste, de graça dai [...]” (Mt 10.8). Temos uma dívida (Rm 1.14,15; Mt 28.10-20).

2.2 - Porque devemos manifestar a glória de Deus até aos confins da terra. O “ide” de Jesus para irmos aos perdidos (Mc 16.15), não é dirigido a um grupo especial de salvos, mas a todos, indistintamente: “Louvem-te os povos, ó Deus; louvem-te os povos todos. Abençoe-nos Deus, e todos os confins da terra o temerão” (Sl 67.5,7).

2.3 - Porque é nossa responsabilidade e dever. Quando a igreja se propõe a ganhar almas para Jesus, ela cresce em todas as direções. Mesmo porque, igreja só é Igreja quando sua prioridade é ganhar os perdidos para Deus: “Se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois sobre mim pesa essa obrigação; porque ai de mim se não pregar o evangelho” (1Co 9.16).

2.4 - Porque o homem sem o Evangelho está perdido. A importância do evangelismo pessoal vê-se no fato de que a evangelização dos pecadores foi o último assunto de Jesus aos discípulos antes de ascender ao céu. Nessa ocasião, Ele ordenou à Igreja o encargo da evangelização do mundo (Mc 16.15). O alvo do evangelismo é tríplice: salvar os perdidos, restaurar os desviados e edificar os crentes.

2.5 - Por gratidão a Deus pela alegria da nossa própria salvação e em amor ao próximo. Ganhar alma foi a suprema tarefa do Senhor Jesus aqui na terra (Lc 19.10), e dos apóstolos: “Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu sua vida por nós; e devemos dar nossa vida pelos irmãos.” (1Jo 3.16). Paulo, o grande homem de Deus, do NT tinha o mesmo alvo e visão (1Co 9.20).

III – JESUS E A EVANGELIZAÇÃO DOS GRUPOS DESAFIADORES
Diferente dos grupos religiosos da época, Jesus procurava dar preferência aos que eram marginalizados por sua vida explícita de devassidão e pecado (Mt 9.11; 11.19; Mc 2.15,16; Lc 5.30; 15.1). O Evangelho sempre foi a força vencedora e sempre venceu barreiras geográficas, sociais e étnicas. Podemos definir como grupos específicos: viciados em drogas, alcoólatras, homossexuais, prostitutas e marginais e etc. Notemos a ação de Jesus para com esse grupo de pessoas:

3.1 - Ele veio sarar os que estavam moralmente doentes. “Jesus, porém, ouvindo, disse-lhes: Não necessitam de médico os sãos, mas, sim, os doentes” (Mt 9.12). O amor de Jesus Cristo para com os grupos alienados da sociedade, incomodava os líderes religiosos (Mt 21.31,32; Lc 7.36-50; Jo 4.1-42). Jesus, durante o seu ministério terreno, sempre se preocupou com a situação espiritual das pessoas (Lc 4.17-19). O seu olhar era diferente, pois Ele não via as pessoas pela sua posição social, mas via o seu estado espiritual (Mc 2.17), ele as via como ovelhas sem pastor (Mt 9.35-38). A recuperação dessas pessoas e a integração delas na sociedade em geral, e na igreja em particular, é muito difícil, pois elas precisam de um acompanhamento todo especial. É preciso paciência, perseverança, insistência, muita oração e solidariedade.

3.2 - Ele veio buscar e salvar o perdido. “Pois o Filho do Homem veio buscar e salvar o que se havia perdido” (Lc 19.10). O Senhor acolhia os pecadores sem acepção, e comia com eles assentando-se na mesma mesa, fora recriminado pelos príncipes dos sacerdotes e os anciãos do povo, por causa da sua bondade e misericórdia, e disse-lhes: “Em verdade vos digo que os publicanos e as meretrizes entram adiante de vós no Reino de Deus” (Mt 21.31). A carta aos Romanos revela o verdadeiro amor do Senhor Deus pelo homem, mesmo depois do pecado (Rm 5.6,8). O cristão ao evangelizar um alcoólatra, homossexual, prostituta ou marginal, não deve discriminá-lo, tratá-lo como se fosse sujo, indigno ou inferior, pois são pessoas, são gente e devem ser tratados com dignidade e amor.

IV – A MENSAGEM DO EVANGELHO
4.1 - Condena o pecado, mas ama o pecador. “[…] Não necessitam de médicos os sãos, mas, os doentes [...] (Mt 9.10-13). Embora Deus ame a essas pessoas, Ele reprova o comportamento delas (Jo 8.11; 1Co 6.9,10). O fato de Jesus estar constantemente cercado por pessoas de má fama, e considerado grandes pecadores, sempre escandalizou os líderes religiosos da época, como os fariseus. Entretanto Deus, apesar de detestar o pecado, ama imensamente cada pecador, e deseja ardentemente libertá-lo do domínio do pecado (Jo 8.10,11). E o fato de Cristo estar sempre cercado por pessoas assim, prova isso, pois Deus não olha o tamanho do pecado (Rm 3.21-24), mas sim, o coração humilde que clamar pela misericórdia de Deus (1Jo 1.7-9).

4.2 - Ressocializa os perdidos e marginalizados. Não há como negar a atualidade e relevância de temas como estes: a evangelização de grupos desafiadores. São pessoas alienadas de nossa sociedade e, infelizmente, pouco ou quase nada, as pessoas fazem para alcançá-las. Para alguns, o esforço para a evangelização deste grupo é inútil, é como lançar pérolas aos porcos. Nós pensamos diferente e cremos que, pessoa alguma, por pior que seja, jamais está fora do alcance da graça (2Pd 3.9), do amor e do poder de Deus “[…] ainda que os vossos pecados sejam como a escarlate, eles se tornarão brancos como a neve [...]” (Is 1.18). O exemplo de oração intercessória de Abraão é digno de imitação (Gn 18.23-33).

4.3 - Leva o pecador a abandonar o pecado. O arrependimento para o qual Jesus chama e o qual Deus ordena a todos os homens é em relação a Deus (At 17.30; 20.21; 11.18); ao pecado (Ap 9.21; 22.17); às obras mortas (Lc 13.3,5; Hb 6.1); à descrença no evangelho de Jesus Cristo. “[…] arrependei-vos e crede no evangelho” (Mc 1.15). Se queremos ganhar essas pessoas para Jesus, precisamos estar possuídos de um profundo amor por elas. Aquele amor de Jesus que não se envergonhava, mas que se identificava, sem dar apoio ao mal.

CONCLUSÃO
Deus não limitou seu evangelho: ele é proclamado em todos os lugares, apesar de nem sempre encontrar ouvidos receptivos. Então Deus realmente está colocando a salvação à disposição de todos. Em 1Timóteo 2.4, Paulo escreve: “Deus quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade”. Pedro diz: “O Senhor é paciente para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se” (2Pe 3.9).

REFERÊNCIAS
BÍCEGO, Valdir. Manual de Evangelismo. CPAD.
GILBERTO, Antonio. A Prática do Evangelismo Pessoal. CPAD.
STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.

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