segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

LIÇÃO 09 – NÃO ADULTERARÁS (Êx 20.14; Dt 22.22-30) - 1º TRIMESTRE 2015

Igreja Evangélica Assembleia de Deus – Recife / PE 
Superintendência das Escolas Bíblicas Dominicais 
Pastor Presidente: Aílton José Alves 
Av. Cruz Cabugá, 29 – Santo Amaro – CEP. 50040 – 000 Fone: 3084 1524 

LIÇÃO 09 – NÃO ADULTERARÁS - 1º TRIMESTRE 2015 (Êx 20.14; Dt 22.22-30) 

INTRODUÇÃO
O sétimo mandamento do Decálogo “não adulterarás” tem como principais objetivos a pureza do matrimônio e a proteção da família. Nesta lição analisaremos este mandamento; veremos o que a Bíblia nos diz sobre o adultério tanto no AT quanto no NT; destacaremos alguns tipos de adultério e qual o plano original de Deus quanto ao casamento; e, por fim, quais as atitudes que devemos tomar para evitar esta obra da carne. 

I – O SÉTIMO MANDAMENTO DO DECÁLOGO 
O quinto mandamento protege a inviolabilidade do lar (Êx 20.12); o sexto defende a sacralidade da vida (Êx 20.13), já o sétimo “Não adulterarás” a sacralidade do casamento (Êx 20.14). “A palavra adultério vem do latim, adulterium, que tem o sentido de “dormir na cama alheia”. É a relação sexual entre pessoa casada, com outra que não é o seu cônjuge” (RENOVATO, 2013, p. 69). Este mandamento tem como objetivo a abstenção de toda impureza da carne e ainda exorta para conservação do leito sem mácula, isto é, o amor conjugal e a coabitação. Ele visa proteger o matrimônio por ser uma instituição sagrada instituída por Deus. Esta prática nociva se constitui num pecado contra Deus, contra si mesmo e contra o próximo (Gn 39.9; I Co 6.18; Rm 13.9). A pena capital para o adultério era a morte (Lv 20.10). 

II - O ADULTÉRIO À LUZ DA BÍBLIA 
“O adultério é um pecado gravíssimo aos olhos de Deus, o Criador do casamento, do lar e da família. A sociedade sem Deus, relativista e hedonista, não o vê como algo pecaminoso, e sim, como tendência natural do ser humano, que, segundo interpretação da teoria da evolução, o homem é polígamo por natureza, seguindo o exemplo de certos animais. No entanto, a visão cristã passa pelas lentes fortes e cristalinas da Palavra de Deus, que considera a infidelidade conjugal como vergonhosa traição aos princípios sagrados, estabelecidos por Deus para o casamento” (RENOVATO, 2013, p. 67). Abaixo destacaremos o que a Bíblia diz sobre esta prática pecaminosa: 

2.1 - No Antigo Testamento. O mandamento “Não adulterarás” faz parte do Decálogo e foi dado ao povo de Israel a fim de preservar a santidade do lar (Êx 20.14; Dt 5.18). É interessante destacar que “também está envolvida a questão da herança da família e a preservação da pureza tribal. Finalmente, o próprio ato era considerado um crime sério, um ato de contaminação (Lv 18.20). Por esse motivo, era imposta a pena de morte, envolvendo a execução de ambos os culpados (Êx 20.14; Lv 20.1). A pena de morte mostra que as sociedades antigas encaravam o adultério não meramente como um ato privado errado, mas que ameaçava o arcabouço do lar e da sociedade” (CHAMPLIN, 2004, vl. 01, p. 66). Infere-se que passagens como Levítico 20.10-21, que tratam de comportamentos sexuais proibidos, sejam simplesmente uma extensão da lei sobre adultério. 

2.2 - No Novo Testamento. Os ensinamentos neotestamentários seguem o mesmo padrão veterotestamentário quanto a reprovação da prática do adultério (Rm 13.9; Gl 5.19; Tg 2.11). O Senhor Jesus estendeu a culpa pelo adultério da mesma forma como fez para outros mandamentos (Mc 10.19; 18.20), incluindo até o desejo de cometê-lo ao próprio ato em si (Mt 5.28). Pedro fez semelhante declaração “Tendo os olhos cheios de adultério, e não cessando de pecar, engodando as almas inconstantes, tendo o coração exercitado na avareza, filhos de maldição” (II Pe 2.14). O apóstolo Paulo acrescentou que o adultério é uma obra da carne e que os que praticam são passíveis de morte e não herdarão o Reino dos céus (Rm 1.29-32; I Co 6.10; Gl 5.21). Confira também (Ap 22.15). 

III – TIPOS DE ADULTÉRIO 
A violação do sétimo mandamento, pode se dar pelo menos de três formas: 


IV - O PLANO ORIGINAL DO CASAMENTO SEGUNDO A BÍBLIA
Para nós, crentes em Jesus, o conceito de certo e do errado deve ter como base a Bíblia Sagrada, a nossa “regra de fé e prática”. Ela nos mostra que, ao criar Adão e Eva, Deus estabeleceu seu plano para o casamento. Vejamos abaixo: 

4.1 - União heterossexual (Heteros = diferente) + (sexual = sexo). O relacionamento conjugal só é possível entre um homem e uma mulher, ou seja, entre um macho e uma fêmea “E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou” (Gn 1.27). Qualquer união sexual fora desse padrão, como o homossexualismo, por exemplo, se constitui violência ao plano original divino (Lv 18.22; Dt 23.17). Visto que, o objetivo principal do casamento é a procriação e, biologicamente, a prática homossexual não pode cumprir esse propósito. Por isso, em (Rm 1.26-28), Paulo diz que tal comportamento é: 

(1) “contrário à natureza”; 
(2) “sentimento perverso” e 
(3) “coisas que não convêm”. 

4.2 - União Monossomática (mono = um) + (soma = corpo). Deus, de um ser humano, fez dois (Gn 2.21,22), e de dois “macho e fêmea” tinha em mente, com o casamento fazer um “e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne.” (Gn 2.24-c). Logo, Adão e Eva poderiam ser considerados não apenas um corpo, mas como duas almas e espíritos unidos pelos laços conjugais. Este é mais um mistério do casamento “serão ambos uma carne” (Gn 2.24). 

4.3 - União indissolúvel. A Sagrada Escritura nos revela que no projeto de Deus, o casamento é indissolúvel “e apegar-se- á à sua mulher” (Gn 2.24-b). A expressão “apegar-se” no hebraico dãbaq significa: “apegar-se, grudar-se, esconder-se”. Usado no hebraico moderno no sentido de “colar, aderir”, dabaq traduz a forma substancial de “cola” e também as ideias mais abstratas de “lealdade e devoção”. O uso no texto de (Gn 2.24) reflete o significado de um objeto (pessoa) ser único a outro (VINE, 2002, p. 42). Três termos na Bíblia nos atestam a indissolubilidade do casamento. Deus diz: “e apegar-se- á à sua mulher” (Gn 2.24-b); Jesus diz: “Deus ajuntou” (Mt 19.6); e, Paulo diz: “Porque a mulher... enquanto ele viver, está-lhe ligada pela lei” (Rm 7.2). 

4.4 - União monogâmica (mono = um) + (gamós = casamento). Monogamia, é o sistema de constituição familiar pelo qual o homem tem uma só mulher e a mulher um só marido. A monogamia é o padrão divino para o casamento (Gn 2.18). O apóstolo Paulo foi enfático quanto ao casamento monógamo “cada um tenha a sua própria mulher, e cada uma tenha o seu próprio marido” (I Co 7.2). A monogamia foi ensinada como um preceito moral contra o adultério “Não cobiçarás... a mulher do teu próximo (singular)”. Isso traz implícito que o próximo só poderia ter uma esposa legítima. 

V – COMO EVITAR O ADULTÉRIO 
Vigilância, oração e meditação na Palavra de Deus são os recursos mais importantes para quem deseja vencer toda e qualquer tentação (Mt 26.41; Sl 119.9,11). Mas, no que diz respeito a sedução do adultério, existe outros cuidados que o casal deve tomar. Vejamos: 

Evitando conversas íntimas com pessoas do sexo oposto (I Co 15.33); 
Ocupando a mente com o que é proveitoso (Pv 4.23; Mt 15.19; Fp 4.8; Cl 3.1-3); 
Afastando dos olhos aquilo que pode levar a pessoa a alimentar o pecado (Jó 31.1; Sl 101.3; Mt 6.22,23); 
Mantendo-se longe de pessoas cujo comportamento está em desacordo com a Bíblia (Sl 1.1-3; I Co 5.11); 
Mortificando a carne e andando em Espírito (Cl 3.5; Gl 5.16-18); 
Abstendo-se do ato sexual com o cônjuge apenas por consentimento mútuo e por tempo determinado (I Co 7.5); 
Mantendo o cônjuge satisfeito(a) (Pv 5.15; I Co 7.3); 
Observando a Palavra de Deus (Sl 119.11; Pv 4.20);  Orando e vigiando sempre (Mt 26.41). 

CONCLUSÃO 
Após a Queda do homem no Éden, a perversão sexual passou a fazer parte da história do ser humano, e, por esta razão, Deus condenou as práticas sexuais ilícitas na Bíblia sagrada. Dentre elas, encontra-se o adultério, que é a relação sexual com pessoa que não seja o cônjuge. O Senhor proibiu terminantemente esta prática no decálogo, visando a pureza do matrimônio e a proteção da família. 

REFERÊNCIAS 
 ANDRADE, Claudionor de. Dicionário Teológico. CPAD. 
 LOPES, Hernandes Dias. Casamento, divórcio e novo casamento. HAGNOS. 
 PFEIFFER, Charles F. et al. Dicionário Bíblico Wyclliffe. CPAD. 
 STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD. 
 REIFLER, Hans Ulrich. A Ética dos Dez Mandamentos. VIDA NOVA. 
 RENOVATO, A Família Cristã e os ataques do inimigo. CPAD 
 VINE, W.E, et al. Dicionário Vine. CPAD. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Traduza Aqui, gostou do Blog divulgue, Leia a Biblia