segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

LIÇÃO 08 – A GRANDE TRIBULAÇÃO (Mt 24.21,22; Ap 7.13,14) - 1º TRIMESTRE DE 2016

Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Pernambuco
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LIÇÃO 08 – A GRANDE TRIBULAÇÃO - 1º TRIMESTRE DE 2016 (Mt 24.21,22; Ap 7.13,14)

INTRODUÇÃO
A Grande Tribulação será o pior período da história da humanidade. O próprio Senhor Jesus disse que “...haverá, então, grande aflição, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem tão pouco haverá jamais” (Mt 24.21). Nesta lição definiremos o que é a Grande Tribulação; explicaremos como serão as suas duas fases; destacaremos quais são os propósitos da Grande Tribulação; citaremos os personagens desse período; e, finalmente, veremos quais são os juízos divinos durante este período.

I - O QUE É A GRANDE TRIBULAÇÃO
“Será o período de maior angústia da história humana, na qual os ímpios serão obrigados a reconhecer quão terrível é cair nas mãos do Deus vivo. Nesse período, os homens desmaiarão de pavor (Lc 21.26); morderão a língua de dor (Ap 16.10) e as potências do céu serão abaladas (Mc 13.25). A Grande Tribulação recebe as seguintes denominações na Bíblia: Dia do Senhor (Sf 1.14); Dia da Angústia de Jacó (Jr 30.7); e, Dia da Ira do Cordeiro (Ap 6.15-17)” (ANDRADE, 2006, p. 125 – negrito e itálico nosso). A Grande Tribulação terá um período de sete anos: a 70ª Semana de Daniel, conforme (Dn 9.27) e ocorrerá em duas fases de três anos e meio, como veremos a seguir:

1.1 - A primeira metade. Será marcada pela ascensão do Anticristo que surgirá no cenário mundial como um pacificador (Ap 6.1,2; 13.1-10), que se assentará no Templo em Jerusalém (II Ts 2.3,4) e será reconhecido pelos judeus como sendo o Messias, e pelos gentios como sendo o salvador. Este período abrange os capítulos 6-9 do Apocalipse.

1.2 - A Segunda metade. Terá início quando o Anticristo proibir a oferta de manjares (Dn 9.27; Mt 24.15). O sofrimento será ainda maior, pois, além das catástrofes que ocorrerão na terra provocadas pelos anjos de Deus, haverá perseguição por parte do Anticristo, aqueles que se converterão (judeus e gentios) neste período (Ap 7.9-14; 11.7; 13.7). Ela abrange os capítulos 11-18 do Apocalipse.

II – OS PROPÓSITOS DA GRANDE TRIBULAÇÃO
Podemos enumerar, pelo menos, três objetivos da Grande Tribulação:

2.1 - Castigar os ímpios. Assim como Deus puniu a terra por intermédio do dilúvio (Gn 7.17-24); e destruiu as cidades de Sodoma e Gomorra (Gn 19.24-30; II Pe 2.4-8), exercerá também juízo sobre a humanidade nos sete anos de tribulação, através da abertura de sete selos (Ap 6.1-8.5); do toque de sete trombetas (Ap 8. 6-11.19) e do derramar dos sete cálices da ira divina (Ap 16.1-21) que são eventos distintos. Os ímpios reconhecerão que as catástrofes que ocorrerão no mundo nesse período será por causa da ira divina (Ap 6.15-17).

2.2 - Levar os homens a se arrependerem dos seus pecados. Embora o período da Grande Tribulação seja marcado pelo juízo divino, os homens ainda terão oportunidade para se arrependerem dos seus pecados, mas nem todos se arrependerão (Ap 9.20,21; 16.9,11). A Bíblia diz também que aqueles que se converterem nesse período serão perseguidos e mortos (Ap 6.9-11; 7.9-14; 13.7).

2.3 - Preparar o povo judeu para receber o Messias. Os judeus rejeitaram a Cristo (Jo 1.11) e ainda estão esperando o Messias. Por isso, serão facilmente enganados pelo Anticristo (II Ts 2.1-4). Porém, Deus usará o sofrimento da Grande Tribulação para preparar a nação de Israel (Dt 4.30, Jr 30.7; Ez 20.37; Dn 12.1; Zc 13.8,9). Deve-se destacar também que, através do testemunho dos 144 mil e das duas testemunhas, que pregarão a Jesus Cristo, na segunda fase de Sua Segunda Vinda (Zc 12.10).

III – OS PERSONAGENS DA GRANDE TRIBULAÇÃO
3.1 - Os 144 mil. São judeus, doze mil de cada tribo de Israel (com exceção da tribo de Dã - Ap 7.4-8). Oriundos de todas as tribos de Israel, estes judeus serão os primeiros a rejeitarem o Anticristo como o seu Messias e se transformarão em missionários que levarão a mensagem ao povo judeu para receberem a Cristo como Salvador e rejeitarem o plano de governo do Anticristo. “Enquanto o Anticristo estiver ocupando seus planos políticos, o Espírito Santo, por meio dos 144 mil alcançará o coração de milhões de pessoas, que serão levadas a um conhecimento salvífico de Jesus Cristo, ocasionando a maior colheita de almas da história da humanidade” (Ap 7.9,10) (LAHAYE, 2008, p. 106).

3.2 - As duas Testemunhas. São dois profetas que serão levantados por Deus no período da Grande Tribulação (Ap 11.3-14) para se opor ao governo do Anticristo e a religião do Falso Profeta. “O ministério sobrenatural destas duas pessoas dirige-se a Jerusalém e à nação de Israel, a quem elas fornecem um testemunho especial do programa do juízo divino” (LAHAYE, 2008, p. 155). Quando elas terminarem o seu testemunho, ou seja, cumprirem a sua missão, Deus permitirá que elas sejam mortas em Jerusalém, e seus corpos fiquem expostos em praças pública. Mas, no terceiro dia elas ressuscitarão milagrosamente na presença de todos e serão levadas ao céu (Ap 11.7-13).

3.3 - O Anticristo: a besta que emerge do mar (Ap 13.1). Do grego “anti” que significa “contra” ou em “lugar de”; e “christos”, que significa “ungido”. Será o opositor de Cristo e o maior representante de Satanás, no futuro. O Anticristo será um homem comum, nascido de mulher; mas, revestido de um poder satânico, que terá uma capacidade demoníaca extraordinária (Ap 13.2,4), de modo que exercerá uma poderosa influência sobre a humanidade com seus discursos (Ap 13.5). Ele será um homem personificando o diabo, porém, apresentando-se como se fosse Deus (Dn 11.36). Sua sabedoria e capacidade serão sobrenaturais, pois, além da ação diabólica em seu apoio, outros fatores contribuirão para a implantação de seu governo, tais como: poder político (Dn 7.8,25) e comercial (Dn 8.25; Ap 13.16,17).

3.4 - O Falso Profeta: a besta que emerge da terra (Ap 13.11). Será um líder religioso, auxiliar do Anticristo. Ele é identificado pelo apóstolo João, como tendo “dois chifres, parecendo cordeiro, mas falava como dragão” (Ap 13.11). Os dois chifres fala do seu poder político aliado ao seu poder religioso. Sua aparência será de um cordeiro: manso, inofensivo; mas, o seu interior será como um dragão destruidor. Ele promoverá um incomparável movimento religioso mundial, unindo todos os credos, seitas e igrejas numa espécie de ecumenismo, formando uma super igreja mundial (Ap 13.11). Ele promoverá adoração ao Anticristo (Ap 13.12); irá operar sinais e milagres (Ap 13.13) e ordenará a morte dos que se recusarem a adorar o Anticristo (Ap 13.15).

IV – O JUÍZO DIVINO NA GRANDE TRIBULAÇÃO
“No intervalo entre o arrebatamento e o segundo advento as séries sétuplas de juízos sob os selos, as trombetas e as taças se desenrolam na terra. Esses castigos divinos aumentam em severidade a medida que passam de uma série para a outra. Os juízos não são simultâneos, mas sim sucessivos. As trombetas sucedem os selos, e as taças seguem as trombetas” (PENTECOST apud SCOTT, sd, p. 371). Abaixo pormenorizadamente estas informações:

OS SETE SELOS
1º) Ascensão do Anticristo (Ap 6.1,2). 
2º) Guerras (Ap 6.3,4). 
3º) Fome e escassez de alimentos (Ap 6.5,6). 
4º) Morte de 25% da população mundial (Ap 6.7,8). 
5º) Perseguição e morte dos servos de Deus (Ap 6.9-11). 
6º) Terremotos e catástrofes no céu e na terra (Ap 6.12-17). 
7º) Trovões, relâmpagos e terremotos (Ap 8.1-5).

AS SETE TROMBETAS
1ª) A terça parte da terra é queimada (Ap 8.7). 
2ª) Morte da terça parte das criaturas do mar (Ap 8.8,9). 
3ª) As águas se tornam amargas e muitos homens morrem de sede (Ap 8.10,11). 
4ª) Trevas na terra. O sol, a lua e as estrelas escurecem (Ap 8.12).
5ª) Aparecem gafanhotos gigantes para ferir os homens (Ap 9.1-12).
6ª) Guerras. A terça parte dos homens são mortos (Ap 9.13-19).
7ª) Trovões, terremotos e saraiva na terra (Ap 11.15-19).

AS SETE TAÇAS
1ª) Chaga maligna nos homens que tem o sinal da Besta (Ap 16.2). 
2ª) Morte de todas as criaturas do mar (Ap 16.3). 
3ª) As fontes das águas se tornam em sangue (Ap 16.4). 
4ª) Aquecimento global (Ap 16.8).
5ª) Chagas e dores profundas (Ap 16.10,11).
6ª) Seca-se o rio Eufrates. Tem início a Batalha do Armagedom (Ap 16.12-16).
7ª) Grande terremoto. Todas as ilhas e montes são afetados (Ap 16.17-21).

CONCLUSÃO
Após o Arrebatamento da Igreja, terá início aqui na terra o período da Grande Tribulação, onde Deus exercerá seu juízo sobre o mundo, através dos sete selos, das sete trombetas e dos sete cálices da ira divina. Nesse período, surgirá um líder político, o Anticristo; e um líder religioso, o Falso profeta, que atuarão no mundo influenciados por Satanás. Então se levantarão 144 mil judeus que, juntamente com as duas testemunhas, irão se opor ao governo do Anticristo e a religião mundial implantada pelo falso profeta. Muitos judeus e gentios hão de se converter, mas, também serão perseguidos e mortos. E, no final dos sete anos de Tribulação, o Senhor Jesus descerá sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória, para destruir o império do Anticristo e implantar o Seu Reino Milenial aqui na terra.

REFERÊNCIAS
ANDRADE, Claudionor Correia de. Dicionário de Profecia Bíblica. CPAD.
HORTON, Stanley. Teologia Sistemática. CPAD.
LAHAYE, Tim. Enciclopédia Popular de profecia Bíblica. CPAD.
RENOVATO, Elinaldo. O Final de Todas as Coisas. CPAD.
STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.

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