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sábado, 7 de junho de 2025

O Espírito Santo - Títulos e Símbolos

    Podemos encontrar na Bíblia vários nomes relacionados à terceira Pessoa da Santíssima Trindade: O Espírito Santo. Abaixo relaciono alguns, bem como algumas das funções relacionadas a Ele. Os nomes, títulos e metáforas descrevem sua natureza, sua obra e sua relação com o Pai, o Filho e os crentes. Muitos desses títulos estão diretamente ligados à obra do Espírito na criação, na inspiração das Escrituras, na salvação, no consolo, na santificação e na glorificação dos crentes. No Antigo Testamento, o termo hebraico רוּחַ (ruach) é usado e significa “vento, sopro ou espírito”. Já no Novo Testamento, o termo grego πνεῦμα (pneuma) é usado com o mesmo significado. Vejamos:

1. Espírito Santo (Salmo 51:11; Lucas 11:13; Efésios 4:30)
2. Espírito de Deus (Gênesis 1:2; Romanos 8:9; 1 Coríntios 2:11)
3. Espírito do Senhor (Juízes 3:10; Isaías 11:2; Lucas 4:18)
4. Espírito de Cristo (Romanos 8:9; 1 Pedro 1:11)
5. Espírito de Jesus (Atos 16:7)
6. Espírito da Verdade (João 14:17; 15:26; 16:13; 1 João 5:6)
7. Espírito Eterno (Hebreus 9:14)
8. Espírito de Vida (Romanos 8:2; Apocalipse 11:11)
9. Espírito de Graça (Zacarias 12:10; Hebreus 10:29)
10. Espírito de Sabedoria e de Entendimento (Isaías 11:2; Efésios 1:17)
11. Espírito de Conselho e de Fortaleza (Isaías 11:2)
12. Espírito de Conhecimento e de Temor do Senhor (Isaías 11:2)
13. Espírito de Glória (1 Pedro 4:14)
14. Espírito de Fé (2 Coríntios 4:13)
15. Espírito de Santidade (Romanos 1:4)
16. Espírito de Adoção (Romanos 8:15)
17. Consolador (em grego, Parakletos — João 14:16, 26; 15:26; 16:7)
18. Mestre (João 14:26)
19. Guia (João 16:13)
20. Penhor da nossa herança (Efésios 1:13-14; 2 Coríntios 1:22)
21. Selo (Efésios 1:13; 4:30)
22. Água Viva (João 7:37-39)
23. Unção (1 João 2:20,27)
24. Vento (em hebraico, ruach; em grego, pneuma – João 3:8; Atos 2:2)
25. Fogo (Mateus 3:11; Atos 2:3-4)
26. Dedo de Deus (Lucas 11:20 cf. Mateus 12:28)
27. Espírito que vivifica (2 Coríntios 3:6; João 6:63)
28. Espírito do Pai (Mateus 10:20)
Refere-se ao Espírito procedente do Pai, agindo através dos crentes.
29. Espírito do Filho (Gálatas 4:6)
A mesma ideia de “Espírito de Cristo”, evidenciando sua íntima união com o Filho.
30. Espírito que dá Testemunho (1 João 5:6)
O Espírito dá testemunho da verdade, especialmente acerca de Cristo.
31. Espírito de Profecia (Apocalipse 19:10)
Nome associado à inspiração profética. A profecia bíblica é impulsionada pelo Espírito.
32. Espírito de Revelação (Efésios 1:17)
Atua iluminando os olhos espirituais para compreender as verdades divinas.
33. Espírito de Promessa (Efésios 1:13)
A promessa do Pai feita por meio de Jesus (cf. Atos 1:4-5), derramado no Pentecostes.
34. Espírito de Justiça (Isaías 4:4)
Opera a purificação e juízo no povo de Deus.
35. Espírito de Ardor (ou Espírito abrasador) (Isaías 4:4 – ARA)
Traz purificação, disciplina e santidade ao povo do Senhor.
36. Espírito de Misericórdia (Zacarias 12:10 – “Espírito de graça e de súplicas”)
Leva ao arrependimento e súplica diante de Deus.
37. O Bom Espírito (Neemias 9:20; Salmo 143:10)
Destaca a bondade do Espírito em guiar e ensinar.
38. O Espírito do Santo Deus (Daniel 4:8, 9, 18; 5:11, 14 – expressão usada por Nabucodonosor e Belsazar sobre Daniel)
Ainda que numa perspectiva pagã, refere-se ao Espírito de Deus agindo com sabedoria em Daniel.
39. O Espírito Excelente (Daniel 5:12; 6:3)
Ligado ao mesmo contexto de Daniel, expressa a excelência do Espírito em capacitar para governo, sabedoria e liderança.
40. O Sopro do Todo-Poderoso (Jó 33:4)
Paralelo ao “ruach” de Gênesis 2:7, mostrando que a vida procede do Espírito.
41. O Paráclito (grego: παράκλητος – paráklētos) (João 14–16)
Traduzido como Consolador, Advogado ou Ajudador. Designa aquele que está ao lado para ajudar.
42. O Selo do Deus Vivo (Apocalipse 7:2; cf. Efésios 1:13)
Simboliza a posse divina sobre os salvos e a proteção espiritual.
43. O Espírito que Intercede
(Romanos 8:26-27)
Atua como intercessor nos crentes, segundo a vontade de Deus.
44. O Espírito que Convence (João 16:8)
Convence o mundo do pecado, da justiça e do juízo.
45. O Espírito que Santifica (Romanos 15:16; 2 Tessalonicenses 2:13)
Atua no processo de santificação dos crentes.
46. O Espírito que Ensina (1 Coríntios 2:13; João 14:26)
Transmite sabedoria e conhecimento espirituais.
47. O Espírito que Dá Vida
(2 Coríntios 3:6; João 6:63)
Contrapõe-se à letra que mata; o Espírito vivifica e traz a nova vida.
48. O Espírito que Habita (Romanos 8:11; 1 Coríntios 6:19)
Refere-se à presença permanente do Espírito no coração do crente.
49. A Unção do Santo (1 João 2:20, 27)
Figura que expressa a capacitação divina para discernir a verdade.
50. O Espírito que Glorifica a Cristo (João 16:14)
Sua missão é exaltar a pessoa e obra do Senhor Jesus Cristo.
51. Espírito de Restauração (Ezequiel 37:1–14)
No vale dos ossos secos, o Espírito atua trazendo vida e restauração à nação.
52. Espírito que unge os profetas (Neemias 9:30; 2 Pedro 1:21)
Atua na inspiração profética, revelando a vontade de Deus.
53. Espírito que inspira as Escrituras (2 Timóteo 3:16; 2 Pedro 1:21)
Toda a Escritura é soprada (theopneustos – "inspirada") por Deus por meio do Espírito.
54. Espírito de Poder (Atos 1:8; 2 Timóteo 1:7; Miquéias 3:8)
Concede ousadia, dons e poder para testemunhar.
55. Espírito que concede dons (1 Coríntios 12:4–11)
Dons espirituais são dados conforme Ele quer.
56. Espírito que guia à verdade completa (João 16:13)
Não fala de Si mesmo, mas conduz à plena revelação de Cristo.
57. Espírito que dá liberdade (2 Coríntios 3:17)
“Onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade”.
58. Espírito que convence do pecado (João 16:8)
Um papel essencial do Espírito no mundo.
59. Espírito que renova a face da terra (Salmo 104:30)
Ligado ao poder criativo e renovador.
60. Espírito que regenera (Tito 3:5)
Atua na regeneração, o novo nascimento espiritual.
61. Espírito que sela para o dia da redenção (Efésios 4:30)
Marca os crentes como propriedade de Deus até a redenção final.
62. Espírito do Deus Vivo (2 Coríntios 3:3)
Distinção clara entre a lei em tábuas e o Espírito que escreve nos corações.
63. Espírito que nos transforma à imagem de Cristo (2 Coríntios 3:18)
Atua na santificação progressiva dos crentes.
64. Espírito como Azeite (Zacarias 4:1–6; Mateus 25:1–13)
Azeite representa a unção, a presença constante e a capacitação do Espírito.
65. Espírito como Chuva (Oséias 6:3; Joel 2:23; Zacarias 10:1)
Figura de avivamento, bênção e fertilidade espiritual.
66. Espírito como Fogo (Isaías 4:4; Mateus 3:11; Atos 2:3)
Purifica, consome o pecado e traz fervor espiritual.
67. Espírito como Pomba (Mateus 3:16; João 1:32)
Símbolo de paz, pureza e aprovação divina.
68. Espírito como Selo (Efésios 1:13; 2 Coríntios 1:22)
Marca de propriedade divina e garantia de herança.
69. Espírito como Penhor (Efésios 1:14; 2 Coríntios 5:5)
Garantia antecipada da salvação plena.
70. Espírito como Vento (João 3:8; Atos 2:2)
Invisível, soberano e poderoso — move-se como quer.
71. Espírito como Sopro (Gênesis 2:7; João 20:22)
Representa vida e criação.
72. Espírito como Fonte ou Rio (João 4:14; 7:37–39)
Abundância de vida espiritual fluindo de dentro do crente.
73. Espírito como Guia pelo deserto (Números 9:17–23; Isaías 63:11–14)
Conduziu Israel na peregrinação.
74. Espírito como Luz (Salmo 43:3; João 16:13)
Ilumina, revela, orienta.
75. Espírito como Testemunha (Romanos 8:16; Hebreus 10:15)
Dá testemunho interno e confirma verdades eternas.
76. Espírito de Sabedoria (Efésios 1:17; Isaías 11:2)
Concede discernimento profundo das coisas espirituais.
77. Espírito de Inteligência (Isaías 11:2)
Ajuda a compreender e aplicar o conhecimento divino.
78. Espírito de Conselho (Isaías 11:2)
Concede orientação e direção reta.
79. Espírito de Fortaleza (Isaías 11:2)
Dá coragem, perseverança e força espiritual.
80. Espírito de Conhecimento (Isaías 11:2)
Revela verdades profundas da parte de Deus.
81. Espírito do Temor do Senhor (Isaías 11:2)
Produz reverência e temor santo diante de Deus.
82. Espírito de Vida em Cristo Jesus (Romanos 8:2)
Liberta da lei do pecado e da morte; gera vida espiritual.
83. Espírito que nos vivifica (1 Pedro 3:18)
Após a morte de Cristo na carne, foi vivificado no Espírito.
84. Espírito que é Senhor (2 Coríntios 3:17 – "Ora, o Senhor é o Espírito")
Expressão de unidade na Trindade e autoridade do Espírito.
85. Espírito que opera milagres (Gálatas 3:5)
Atua com poder nos dons e maravilhas.
86. Espírito de glória (1 Pedro 4:14)
Está sobre os que sofrem por Cristo — é a presença gloriosa de Deus.
87. Espírito que edifica (1 Coríntios 14:12)
Os dons espirituais dados por Ele edificam a Igreja.
88. Espírito de adoção (Romanos 8:15)
Torna os crentes filhos de Deus, clamando: "Aba, Pai!"
89. Espírito que dá discernimento (1 Coríntios 2:10–14)
Revela as profundezas de Deus e dá discernimento espiritual.
90. Espírito que consola (Atos 9:31)
As igrejas andavam "no temor do Senhor e no conforto do Espírito Santo".
91. Espírito de comunhão (2 Coríntios 13:13)
Ele é quem nos une em comunhão com Deus e entre os irmãos.
92. Espírito de zelo (Números 25:11 – alusivo ao zelo do Senhor)
Ainda que indireto, o zelo de Deus se manifesta por meio de Seu Espírito.
93. Espírito eterno (Hebreus 9:14)
O Espírito por meio do qual Cristo se ofereceu imaculado é eterno.
94. Espírito da verdade que procede do Pai (João 15:26)
Procedência direta do Pai, autenticando Sua divindade.
95. Espírito que forma Cristo em nós (Gálatas 4:19; Romanos 8:29)
Atua na formação do caráter de Cristo nos santos.
96. Espírito do templo (1 Coríntios 3:16; 6:19)
Habita no crente como templo de Deus.
97. Espírito como testemunha diante de Deus (Atos 5:32; Hebreus 10:15)
Testemunha das verdades eternas do Evangelho.
98. Espírito como guia dos filhos de Deus (Romanos 8:14)
“Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus.”
99. Espírito como amigo e ajudador (João 14:16 – parákletos)
“Outro Consolador”, companheiro fiel dos salvos.
100. Espírito que distribui conforme a Sua vontade (1 Coríntios 12:11)
Os dons são dados como Ele quer, segundo o propósito divino.

Extras simbólicos:
101. Espírito como óleo derramado (Salmo 133:2; Lucas 4:18)
A unção é uma figura clara da ação do Espírito Santo.
102. Espírito como sombra do Altíssimo (Lucas 1:35)
No anúncio do nascimento de Jesus a Maria, Ele “a cobriria com Sua sombra”.
103. Espírito como dedo de Deus (Lucas 11:20 cf. Mateus 12:28)
Jesus associa o Espírito ao “dedo de Deus” que expulsa demônios.
104. Espírito como vestes de poder (Lucas 24:49)
“Ficai... até que do alto sejais revestidos de poder”.
105. Espírito como selo da Nova Aliança (Ezequiel 36:27; Hebreus 10:15-17)
Escreve a Lei nos corações, sinal da nova aliança espiritual.
106. Espírito que repousa (Isaías 11:2; 1 Pedro 4:14)
"Repousará sobre Ele o Espírito do Senhor" — mostra permanência, estabilidade.
107. Espírito que fala à Igreja (Apocalipse 2:7,11,17, etc.)
“Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.”
108. Espírito que intercede com gemidos inexprimíveis (Romanos 8:26)
Um dos aspectos mais íntimos da Sua atuação na oração.
109. Espírito que sela (Efésios 1:13; 4:30)
É o selo de propriedade de Deus sobre os que creem.
110. Espírito que capacita os profetas (2 Pedro 1:21)
“Homens falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo.”
111. Espírito que convence do pecado, da justiça e do juízo (João 16:8)
Uma das ações essenciais do Espírito sobre o mundo.
112. Espírito da promessa (Efésios 1:13)
Ligado à promessa do Pai feita através dos profetas e de Cristo.
113. Espírito de renovação (Tito 3:5)
“Pelo lavar regenerador e renovador do Espírito Santo.”
114. Espírito da profecia (Apocalipse 19:10)
“O testemunho de Jesus é o espírito da profecia.”
115. Espírito que fala através dos crentes (Mateus 10:20)
“...não sois vós quem falará, mas o Espírito do vosso Pai é quem fala em vós.”
116. Espírito que levanta um padrão (Isaías 59:19)
“...quando o inimigo vier como uma corrente de águas, o Espírito do Senhor arvorará contra ele a sua bandeira.”
117. Espírito como presença que guia pelo deserto (Neemias 9:20; Isaías 63:14)
“O teu bom Espírito os ensinava…”
118. Espírito como fogo purificador (Isaías 4:4)
“...espírito de juízo e espírito de ardor.”
119. Espírito como “nuvem” de glória (Êxodo 40:34-38)
Representa a presença e direção de Deus.
120. Espírito como “vento impetuoso” (Atos 2:2)
No Pentecostes, sinal de Sua chegada poderosa.
121. Espírito que vivifica a carne mortal (Romanos 8:11)
Ele ressuscitará também os nossos corpos.
122. Espírito que regenera (João 3:5-8; Tito 3:5)
“Nascer da água e do Espírito…”
123. Espírito como fonte de água viva (João 7:38-39)
“...do seu interior fluirão rios de água viva.”
124. Espírito como bálsamo (figura)
Por analogia com o bálsamo de Gileade, cura as feridas da alma.
125. Espírito como perfume (2 Coríntios 2:14-16)
Somos o bom perfume de Cristo, espalhado pelo Espírito.
126. Espírito que desce como pomba (Mateus 3:16; Lucas 3:22)
Simboliza pureza, mansidão e paz.
127. Espírito de ressurreição (Romanos 8:11)
O mesmo que ressuscitou Jesus habita em vós.
128. Espírito como chuva serôdia (Joel 2:23; Tiago 5:7)
Figura profética do derramamento do Espírito nos últimos dias.
129. Espírito como unção que ensina (1 João 2:27)
“A unção que dele recebestes permanece em vós…”
130. Espírito como lâmpada do Senhor (Provérbios 20:27)
“O espírito do homem é a lâmpada do Senhor...” — interpretado por alguns como a ação do Espírito no interior humano.
131. Azeite da Unção (Êxodo 30:22–33; 1 Samuel 16:13)
O azeite é símbolo clássico do Espírito. Usado para ungir reis, profetas e sacerdotes.
132. Fogo Divino (Levítico 9:24; Atos 2:3)
O Espírito aparece como fogo no altar e no Pentecostes. Representa purificação, zelo e santidade.
133. Água Viva (Ezequiel 47:1–12; João 7:38–39)
O rio que flui do templo representa o Espírito restaurador que traz vida onde há morte.
134. Selo do Rei (Ester 8:8; Efésios 1:13)
O selo real era irrevogável — símbolo da segurança e identidade seladas pelo Espírito.
135. Pomba (Mateus 3:16; Gênesis 8:8–12)
A pomba representa paz, pureza e reconciliação — tanto no batismo de Jesus quanto em Noé.
136. Coluna de Nuvem (Êxodo 13:21)
Representa a presença do Espírito guiando o povo no deserto.
137. Coluna de Fogo (Êxodo 13:21–22)
Representa direção, proteção e iluminação espiritual.
138. Arca da Aliança (Êxodo 25–26; Hebreus 9)
Tipo da presença de Deus entre o povo — o Espírito no centro da adoração.
139. Lâmpada de Ouro com azeite (Zacarias 4:1–6)
A visão do candelabro mostra que a obra de Deus é realizada “não por força nem por poder, mas pelo meu Espírito”.
140. Orvalho (Salmo 133:3; Oseias 14:5)
Figura da renovação discreta e refrescante do Espírito sobre a alma.\
141. Vento (Ezequiel 37:9; João 3:8; Atos 2:2)
“Ruach” (ר֫וּחַ) em hebraico e “pneuma” (πνεῦμα) em grego — ambos significam “vento/sopro/espírito”.
142. Manto de Elias (2 Reis 2:13–15)
Símbolo da unção e da continuidade da obra do Espírito.
143. Chuva Temporã e Serôdia (Joel 2:23; Tiago 5:7)
Figura do derramamento do Espírito no princípio e no fim dos tempos.
144. Perfume suave (Cântico dos Cânticos 1:3; 2 Coríntios 2:14–16)
O Espírito exala o “bom perfume de Cristo” por meio dos santos.
145. Névoa (Isaías 44:3)
Em algumas imagens proféticas, a neblina refrescante é símbolo da presença sutil do Espírito.
146. Sombra do Onipotente (Salmo 91:1; Lucas 1:35)
Maria foi coberta pela “sombra do Altíssimo” — referência à ação geradora do Espírito.
147. Dedos de Deus (Êxodo 31:18; Lucas 11:20)
O Espírito é representado como o “dedo de Deus” que escreve, age e transforma.
148. Espírito nos ossos secos (Ezequiel 37)
O Espírito sopra vida nos mortos — símbolo da regeneração e avivamento.
149. Espírito como “Maná” espiritual (Êxodo 16; João 6:33 cf. 1 Coríntios 10:3–4)
Embora Jesus seja o pão vivo, o Espírito nos comunica continuamente essa vida.
150. Espírito como “Vinho novo” (Mateus 9:17; Atos 2:13)
Símbolo da alegria, renovação e plenitude espiritual.
151. Espírito que unge os olhos (Apocalipse 3:18)
“Colírio para que vejas” — dá discernimento e visão espiritual.
152. Espírito como Fogo no Matrimônio (Cântico dos Cânticos 8:6)
“As suas brasas são brasas de fogo, labaredas do Senhor” — pode apontar para a paixão santa provocada pelo Espírito.
153. Espírito como vinho do sacrifício (Números 15:5–10)
O vinho nas ofertas aponta para o gozo da presença do Espírito.
154. Espírito como consolo na caverna (1 Reis 19:12)
Elias encontra o Senhor no “sussurro suave” — não no fogo, nem no terremoto. Figura da voz serena do Espírito.
155. Espírito como óleo que escorre sobre a barba de Arão (Salmo 133:2)
Símbolo da unção sacerdotal que desce do Cabeça (Cristo) para o corpo (Igreja).
156. Espírito de Santidade (Romanos 1:4)
Enfatiza a pureza absoluta do Espírito e Sua separação do pecado.
157. Espírito de Glória (1 Pedro 4:14)
Relacionado à presença gloriosa de Deus sobre os que sofrem por Cristo.
158. Espírito de Sabedoria e de Revelação (Efésios 1:17)
Concede discernimento espiritual e clareza sobre a vontade de Deus.
159. Espírito de Fé (2 Coríntios 4:13)
Atua na capacitação da fé, inspirando confiança inabalável em Deus.
160. Espírito de Misericórdia (Neemias 9:20-21)
No deserto, o Espírito não os abandonou, revelando compaixão divina.
161. Espírito de Justiça (Isaías 28:6)
Atua como juiz e como aquele que capacita a justiça nos líderes.
162. Espírito de Paz (Romanos 8:6; Gálatas 5:22)
Produz reconciliação, calma e unidade entre os crentes.
163. Espírito de Liberdade (2 Coríntios 3:17)
Onde Ele está, há liberdade — de culpa, da lei, do pecado.
164. Espírito de Discernimento (1 Coríntios 12:10)
Concede percepção sobrenatural para distinguir o que vem de Deus.
165. Espírito que Regenera (Tito 3:5)
Opera o novo nascimento em nós pela graça de Cristo.
166. Espírito de Unidade (Efésios 4:3–4)
Mantém a coesão espiritual da Igreja em amor e verdade.
167. Espírito que Ensina (João 14:26)
Conduz ao entendimento das verdades eternas de Deus.
168. Espírito como Mestre Interior (1 João 2:27)
A unção que ensina internamente e confirma a verdade.
169. Espírito que Revela os Mistérios de Deus (1 Coríntios 2:10)
Nenhum olho viu, mas o Espírito revela as profundezas do Pai.
170. Espírito como Pastor (Isaías 63:11-14)
Conduz o povo como um rebanho, como no tempo de Moisés.
171. Espírito como Conselheiro de Guerra (Isaías 11:2)
Capacita líderes para estratégias espirituais com sabedoria divina.
172. Espírito que Exalta Cristo (João 16:14)
Não fala de Si mesmo, mas glorifica a Jesus.
173. Espírito que Gera Louvor (Efésios 5:18-19)
Enche o crente para cânticos espirituais e adoração verdadeira.
174. Espírito que Inspira Profecia (2 Pedro 1:21)
Moveu homens santos para falarem da parte de Deus.
175. Espírito que Convence (João 16:8)
Convence o mundo do pecado, da justiça e do juízo.
176. Espírito de Intercessão (Romanos 8:26-27)
Intercede com gemidos inexprimíveis, segundo a vontade de Deus.
177. Espírito de Poder para Testemunhar (Atos 1:8)
Capacita os crentes para serem testemunhas eficazes de Cristo.
178. Espírito de Longanimidade (Gálatas 5:22)
Produz paciência em meio às provações e dificuldades.
179. Espírito que Sela para o Dia da Redenção (Efésios 4:30)
Garante a segurança eterna do salvo.
180. Espírito de Alegria (1 Tessalonicenses 1:6)
Mesmo em tribulação, concede regozijo interior.
181. Espírito como Fundamento da Igreja (Efésios 2:22)
A Igreja é edificada como templo santo, onde o Espírito habita.
182. Espírito que Forma o Corpo (1 Coríntios 12:13)
Batiza os crentes num só Corpo, a Igreja.
183. Espírito como Instrutor de Sabedoria Celestial (1 Coríntios 2:13)
Ensina comparando coisas espirituais com espirituais.
184. Espírito de Promessa (Efésios 1:13)
O Espírito é a concretização da promessa do Pai.
185. Espírito que Dá Dons (1 Coríntios 12:4-11)
Distribui dons conforme Sua vontade soberana.
186. Espírito que Transforma em Glória (2 Coríntios 3:18)
Opera santificação contínua, de glória em glória.
187. Espírito que Testemunha com nosso Espírito (Romanos 8:16)
Confirma a filiação divina interiormente.
188. Espírito que Consola nas Tribulações (Atos 9:31)
Era o conforto do Espírito que fazia a Igreja crescer.
189. Espírito de Julgamento e Fogo (Isaías 4:4)
Purifica e separa o que é santo do que é profano.
190. Espírito que Frutifica (Gálatas 5:22-23)
Amor, alegria, paz, domínio próprio… são fruto de Sua presença.
191. Espírito como Penhor (2 Coríntios 5:5)
Uma garantia inicial da herança eterna.
192. Espírito que Dá Vida aos Mortos (Romanos 8:11)
Ressuscitará também nossos corpos mortais.
193. Espírito de Ardente Amor (Romanos 5:5)
O amor de Deus é derramado em nossos corações por Ele.
194. Espírito como Voz de Deus (Hebreus 3:7)
“Se ouvirdes hoje a sua voz…” — é Ele quem fala ao coração.
195. Espírito de Reconciliação (2 Coríntios 5:18-19)
Opera o ministério da reconciliação entre Deus e os homens.
196. Espírito que Dá Esperança (Romanos 15:13)
Produz uma esperança firme e alegre.
197. Espírito que Concede Autoridade (Mateus 10:20)
É Ele quem fala por meio dos que testemunham com coragem.
198. Espírito que Sustenta (Salmo 51:12)
Davi orou: “Sustenta-me com um espírito voluntário.”
199. Espírito que Leva à Verdade Plena (João 16:13)
Conduz progressivamente à revelação completa do Pai.
200. Espírito como Raio de Glória (2 Coríntios 4:6)
Ilumina o coração com o conhecimento da glória de Deus.

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

DIDAQUÊ

Didaquê, ou “Instrução dos 12 Apóstolos” (do grego Διδαχń) significa “doutrina”, “ensino” ou “instrução”; É um documento que até no meio cristão é pouco conhecido. Trata-se de breves instruções (doutrina) aos apóstolos – por isso o nome Didaquê.
Estima-se que os textos são anteriores a destruição do templo de Jerusalém, entre os anos 60 e 70 d.C. Ou seja, poucos anos após a morte e ressurreição de Jesus Cristo e, sendo assim, contemporâneo às cartas de Paulo e primeiros Evangelhos.
Acredita-se que o texto de Atos 2:42 refere-se à Didaquê, mas não há menção efetiva a seu respeito nos textos do Novo Testamento, embora a Didaquê cite textos que também podem ser encontrados nos evangelhos.
"É uma compilação anônima de diversas fontes derivadas da tradição viva, de comunidades eclesiais bem definidas". Willy Rordorf
Entre estudiosos há consenso que a Didaquê não tenha sido escrito pelos doze apóstolos, ainda que o título dele lhes faça menção. Ao que parece, é fruto da reunião de diversas fontes orais e escritas e que bem retratam a tradição das primeiras comunidades cristãs.
O texto foi mencionado por escritores antigos como por exemplo Eusébio de Cesareia que viveu no século III, em seu livro “História Eclesiástica”. [2]
A descoberta desse manuscrito na íntegra (em grego) ocorreu somente em 1873 em um mosteiro em Constantinopla (atual Istambul, Turquia): o chamado Codex Hierosolymitanus, um códice de 1056.
Devido a falta de autoria e mais referências históricas e textuais, a Didaquê é considerada um apócrifa, embora seja de grande valor histórico e teológico.  No total, a Didaquê é constituída por 16 capítulos e contém recomendações a respeito do Evangelho de Jesus, citação do Pai Nosso e a afirmação do Apocalipse quanto a volta de Cristo. Apesar de ter sido redigido nos primórdios do Cristianismo, sua mensagem é válida para os dias de hoje.
Veja o que está escrito na Didaquê:

O Caminho da Vida e o Caminho da Morte
A Celebração Litúrgica
A Vida em Comunidade
O Fim dos Tempos

CAPÍTULO I
1. Existem dois caminhos: o caminho da vida e o caminho da morte. Há uma grande diferença entre os dois.
2. Este é o caminho da vida: primeiro, ame a Deus que o criou; segundo, ame a seu próximo como a si mesmo. Não faça ao outro aquilo que você não quer que façam a você.
3. Este é o ensinamento derivado dessas palavras: bendiga aqueles que o amaldiçoam, ore por seus inimigos e jejue por aqueles que o perseguem. Ora, se você ama aqueles que o amam, que graça você merece? Os pagãos também não fazem o mesmo? Quanto a você, ame aqueles que o odeiam e assim você não terá nenhum inimigo.
4. Não se deixe levar pelo instinto. Se alguém lhe bofeteia na face direita, ofereça-lhe também a outra face e assim você será perfeito. Se alguém o obriga a acompanhá-lo por um quilômetro, acompanhe-o por dois. Se alguém lhe tira o manto, ofereça-lhe também a túnica. Se alguém toma alguma coisa que lhe pertence, não a peça de volta porque não é direito.
5. Dê a quem lhe pede e não peças de volta pois o Pai quer que os seus bens sejam dados a todos. Bem-aventurado aquele que dá conforme o mandamento pois será considerado inocente. Ai daquele que recebe: se pede por estar necessitado, será considerado inocente; mas se recebeu sem necessidade, prestará contas do motivo e da finalidade. Será posto na prisão e será interrogado sobre o que fez… e daí não sairá até que devolva o último centavo.
6. Sobre isso também foi dito: que a sua esmola fique suando nas suas mãos até que você saiba para quem a está dando
CAPÍTULO II
1. O segundo mandamento da instrução é:
2. Não mate, não cometa adultério, não corrompa os jovens, não fornique, não roube, não pratique a magia nem a feitiçaria. Não mate a criança no seio de sua mãe e nem depois que ela tenha nascido.
3. Não cobice os bens alheios, não cometa falso juramento, nem preste falso testemunho, não seja maldoso, nem vingativo.
4. Não tenha duplo pensamento ou linguajar pois o duplo sentido é armadilha fatal.
5. A sua palavra não deve ser em vão, mas comprovada na prática.
6. Não seja avarento, nem ladrão, nem fingido, nem malicioso, nem soberbo. Não planeje o mal contra o seu próximo.
7. Não odeie a ninguém, mas corrija alguns, ore por outros e ame ainda aos outros, mais até do que a si mesmo.
CAPÍTULO III
1. Filho, procure evitar tudo aquilo que é mau e tudo que se parece com o mal.
2. Não seja colérico porque a ira conduz à morte. Não seja ciumento também, nem briguento ou violento, pois o homicídio nasce de todas essas coisas.
3. Filho, não cobice as mulheres pois a cobiça leva à fornicação. Evite falar palavras obscenas e olhar maliciosamente já que os adultérios surgem dessas coisas.
4. Filho, não se aproxime da adivinhação porque ela leva à idolatria. Não pratique encantamentos, astrologia ou purificações, nem queira ver ou ouvir sobre isso, pois disso tudo nasce a idolatria.
5. Filho, não seja mentiroso pois a mentira leva ao roubo. Não persiga o dinheiro nem cobice a fama porque os roubos nascem dessas coisas.
6. Filho, não fale demais pois falar muito leva à blasfêmia. Não seja insolente, nem tenha mente perversa porque as blasfêmias nascem dessas coisas.
7. Seja manso pois os mansos herdarão a terra.
8. Seja paciente, misericordioso, sem maldade, tranquilo e bondoso. Respeite sempre as palavras que você escutou.
9. Não louve a si mesmo, nem se entrege à insolência. Não se junte com os poderosos, mas aproxima dos justos e pobres.
10. Aceite tudo o que acontece contigo como coisa boa e saiba que nada acontece sem a permissão de Deus.
CAPÍTULO IV
1. Filho, lembre-se dia e noite daquele que prega a Palavra de Deus para você. Honre-o como se fosse o próprio Senhor, pois Ele está presente onde a soberania do Senhor é anunciada.
2. Procure estar todos os dias na companhia dos fiéis para encontrar forças em suas palavras.
3. Não provoque divisão. Ao contrário, reconcilia aqueles que brigam entre si. Julgue de forma justa e corrija as culpas sem distinguir as pessoas.
4. Não hesite sobre o que vai acontecer.
5. Não te pareças com aqueles que dão a mão quando precisam e a retiram quando devem dar.
6. Se o trabalho de suas mãos te rendem algo, as ofereça como reparação pelos seus pecados.
7. Não hesite em dar, nem dê reclamando porque, na verdade, você sabe quem realmente pagou sua recompensa.
8. Não rejeite o necessitado. Compartilhe tudo com seu irmão e não diga que as coisas são apenas suas. Se vocês estão unidos nas coisas imortais, tanto mais estarão nas coisas perecíveis.
9. Não se descuide de seu filho ou filha. Muito pelo contrário, desde a infância instrua-os a temer a Deus.
10. Não dê ordens com rudeza ao seu escravo ou escrava pois eles também esperam no mesmo Deus que você; assim, não perderão o temor de Deus, que está acima de todos. Certamente Ele não virá chamar a pessoa pela aparência, mas somente aqueles que foram preparados pelo Espírito.
11. Quanto a vocês, escravos, obedeçam aos seus senhores, com todo o respeito e reverência, como à própria imagem de Deus.
12. Deteste toda a hipocrisia e tudo aquilo que não agrada o Senhor.
13. Não viole os mandamentos do Senhor. Guarde tudo aquilo que você recebeu: não acrescente ou retire nada.
14. Confesse seus pecados na reunião dos fiéis e não comece a orar estando com má consciência. Este é o caminho da vida.
CAPÍTULO V
1. Este é o caminho da morte: primeiro, é mau e cheio de maldições – homicídios, adultérios, paixões, fornicações, roubos, idolatria, magias, feitiçarias, rapinas, falsos testemunhos, hipocrisias, coração com duplo sentido, fraudes, orgulho, maldades, arrogância, avareza, palavras obscenas, ciúmes, insolência, altivez, ostentação e falta de temor de Deus.
2. Nesse caminho trilham os perseguidores dos justos, os inimigos da verdade, os amantes da mentira, os ignorantes da justiça, os que não desejam o bem nem o justo julgamento, os que não praticam o bem mas o mal. A calma e a paciência estão longe deles. Estes amam as coisas vãs, são ávidos por recompensas, não se compadecem com os pobres, não se importam com os perseguidos, não reconhecem o Criador. São também assassinos de crianças, corruptores da imagem de Deus, desprezam os necessitados, oprimem os aflitos, defendem os ricos, julgam injustamente os pobres e, finalmente, são pecadores consumados. Filho, afaste-se disso tudo.
CAPÍTULO VI
1. Fique atento para que ninguém o afaste do caminho da instrução, pois quem faz isso ensina coisas que não pertencem a Deus.
2. Você será perfeito se conseguir carregar todo o jugo do Senhor. Se isso não for possível, faça o que puder.
3. A respeito da comida, observe o que puder. Não coma nada do que é sacrificado aos ídolos pois esse culto é destinado a deuses mortos.
CAPÍTULO VII
1. Quanto ao batismo, faça assim: depois de ditas todas essas coisas, batize em água corrente, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
2. Se você não tiver água corrente, batize em outra água. Se não puder batizar com água fria, faça com água quente.
3. Na falta de uma ou outra, derrame água três vezes sobre a cabeça, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
4. Antes de batizar, tanto aquele que batiza como o batizando, bem como aqueles que puderem, devem observar o jejum. Você deve ordenar ao batizando um jejum de um ou dois dias.
CAPÍTULO VIII
1. Os seus jejuns não devem coincidir com os dos hipócritas. Eles jejuam no segundo e no quinto dia da semana. Porém, você deve jejuar no quarto dia e no dia da preparação.
2. Não ore como os hipócritas, mas como o Senhor ordenou em seu Evangelho. Ore assim: “Pai nosso que estás no céu, santificado seja o teu nome, venha o teu Reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu; o pão-nosso de cada dia nos dai hoje, perdoai nossa dívida, assim como também perdoamos os nossos devedores e não nos deixes cair em tentação, mas livrai-nos do mal porque teu é o poder e a glória para sempre”.
3. Orem assim três vezes ao dia.
CAPÍTULO IX
1. Celebre a Eucaristia assim:
2. Diga primeiro sobre o cálice: “Nós te agradecemos, Pai nosso, por causa da santa vinha do teu servo Davi, que nos revelaste através do teu servo Jesus. A ti, glória para sempre”.
3. Depois diga sobre o pão partido: “Nós te agradecemos, Pai nosso, por causa da vida e do conhecimento que nos revelaste através do teu servo Jesus. A ti, glória para sempre.
4. Da mesma forma como este pão partido havia sido semeado sobre as colinas e depois foi recolhido para se tornar um, assim também seja reunida a tua Igreja desde os confins da terra no teu Reino, porque teu é o poder e a glória, por Jesus Cristo, para sempre”.
5. Que ninguém coma nem beba da Eucaristia sem antes ter sido batizado em nome do Senhor pois sobre isso o Senhor disse: “Não dêem as coisas santas aos cães”.
CAPÍTULO X
1. Após ser saciado, agradeça assim:
2. “Nós te agradecemos, Pai santo, por teu santo nome que fizeste habitar em nossos corações e pelo conhecimento, pela fé e imortalidade que nos revelaste através do teu servo Jesus. A ti, glória para sempre.
3. Tu, Senhor onipotente, criaste todas as coisas por causa do teu nome e deste aos homens o prazer do alimento e da bebida, para que te agradeçam. A nós, porém, deste uma comida e uma bebida espirituais e uma vida eterna através do teu servo.
4. Antes de tudo, te agradecemos porque és poderoso. A ti, glória para sempre.
5. Lembra-te, Senhor, da tua Igrreja, livrando-a de todo o mal e aperfeiçoando-a no teu amor. Reúne dos quatro ventos esta Igreja santificada para o teu Reino que lhe preparaste, porque teu é o poder e a glória para sempre.
6. Que a tua graça venha e este mundo passe. Hosana ao Deus de Davi. Venha quem é fiel, converta-se quem é infiel. Maranata. Amém.”
7. Deixe os profetas agradecerem à vontade.
CAPÍTULO XI
1. Se vier alguém até você e ensinar tudo o que foi dito anteriormente, deve ser acolhido.
2. Mas se aquele que ensina é perverso e ensinar outra doutrina para te destruir, não lhe dê atenção. No entanto, se ele ensina para estabelecer a justiça e conhecimento do Senhor, você deve acolhê-lo como se fosse o Senhor.
3. Já quanto aos apóstolos e profetas, faça conforme o princípio do Evangelho.
4. Todo apóstolo que vem até você deve ser recebido como o próprio Senhor.
5. Ele não deve ficar mais que um dia ou, se necessário, mais outro. Se ficar três dias é um falso profeta.
6. Ao partir, o apóstolo não deve levar nada a não ser o pão necessário para chegar ao lugar onde deve parar. Se pedir dinheiro é um falso profeta.
7. Não ponha à prova nem julgue um profeta que fala tudo sob inspiração, pois todo pecado será perdoado, mas esse não será perdoado.
8. Nem todo aquele que fala inspirado é profeta, a não ser que viva como o Senhor. É desse modo que você reconhece o falso e o verdadeiro profeta.
9. Todo profeta que, sob inspiração, manda preparar a mesa não deve comer dela. Caso contrário, é um falso profeta.
10. Todo profeta que ensina a verdade mas não pratica o que ensina é um falso profeta.
11. Todo profeta comprovado e verdadeiro, que age pelo mistério terreno da Igreja, mas que não ensina a fazer como ele faz não deverá ser julgado por você; ele será julgado por Deus. Assim fizeram também os antigos profetas.
12. Se alguém disser sob inspiração: “Dê-me dinheiro” ou qualquer outra coisa, não o escutem. Porém, se ele pedir para dar a outros necessitados, então ninguém o julgue.
CAPÍTULO XII
1. Acolha toda aquele que vier em nome do Senhor. Depois, examine para conhecê-lo, pois você tem discernimento para distinguir a esquerda da direita.
2. Se o hóspede estiver de passagem, dê-lhe ajuda no que puder. Entretanto, ele não deve permanecer com você mais que dois ou três dias, se necessário.
3. Se quiser se estabelecer e tiver uma profissão, então que trabalhe para se sustentar.
4. Porém, se ele não tiver profissão, proceda de acordo com a prudência, para que um cristão não viva ociosamente em seu meio.
5. Se ele não aceitar isso, trata-se de um comerciante de Cristo. Tenha cuidado com essa gente!
CAPÍTULO XIII
1. Todo verdadeiro profeta que queira estabelecer-se em seu meio é digno do alimento.
2. Assim também o verdadeiro mestre é digno do seu alimento, como qualquer operário.
3. Assim, tome os primeiros frutos de todos os produtos da vinha e da eira, dos bois e das ovelhas, e os dê aos profetas, pois são eles os seus sumos-sacerdotes.
4. Porém, se você não tiver profetas, dê aos pobres.
5. Se você fizer pão, tome os primeiros e os dê conforme o preceito.
6. Da mesma maneira, ao abrir um recipiente de vinho ou óleo, tome a primeira parte e a dê aos profetas.
7. Tome uma parte de seu dinheiro, da sua roupa e de todas as suas posses, conforme lhe parecer oportuno, e os dê de acordo com o preceito.
CAPÍTULO XIV
1. Reúna-se no dia do Senhor para partir o pão e agradecer após ter confessado seus pecados, para que o sacrifício seja puro.
2. Aquele que está brigado com seu companheiro não pode juntar-se antes de se reconciliar, para que o sacrifício oferecido não seja profanado.
3. Esse é o sacrifício do qual o Senhor disse: “Em todo lugar e em todo tempo, seja oferecido um sacrifício puro porque sou um grande rei – diz o Senhor – e o meu nome é admirável entre as nações”.
CAPÍTULO XV
1. Escolha bispos e diáconos dignos do Senhor. Eles devem ser homens mansos, desprendidos do dinheiro, verazes e provados pois também exercem para vocês o ministério dos profetas e dos mestres.
2. Não os despreze porque eles têm a mesma dignidade que os profetas e os mestres.
3. Corrija uns aos outros, não com ódio, mas com paz, como você tem no Evangelho. E ninguém fale com uma pessoa que tenha ofendido o próximo; que essa pessoa não escute uma só palavra sua até que tenha se arrependido.
4. Faça suas orações, esmolas e ações da forma que você tem no Evangelho de nosso Senhor.
CAPÍTULO XVI
1. Vigie sobre a vida uns dos outros. Não deixe que sua lâmpada se apague, nem afrouxe o cinto dos rins. Fique preparado porque você não sabe a que horas nosso Senhor chegará.
2. Reúna-se com frequência para que, juntos, procurem o que convém a vocês; porque de nada lhe servirá todo o tempo que viveu a fé se no último instante não estiver perfeito.
3. De fato, nos últimos dias se multiplicarão os falsos profetas e os corruptores, as ovelhas se transformarão em lobos e o amor se converterá em ódio.
4. Aumentando a injustiça, os homens se odiarão, se perseguirão e se trairão mutuamente. Então o sedutor do mundo aparecerá, como se fosse o Filho de Deus, e fará sinais e prodígios. A terra será entregue em suas mãos e cometerá crimes como jamais foram cometidos desde o começo do mundo.
5. Então toda criatura humana passará pela prova de fogo e muitos, escandalizados, perecerão. No entanto, aqueles que permanecerem firmes na fé serão salvos por aquele que os outros amaldiçoam.
6. Então aparecerão os sinais da verdade: primeiro, o sinal da abertura no céu; depois, o sinal do toque da trombeta; e, em terceiro, a ressurreição dos mortos.
7. Sim, a ressurreição, mas não de todos, conforme foi dito: “O Senhor virá e todos os santos estarão com ele”.
8. Então o mundo assistirá o Senhor chegando sobre as nuvens do céu.

Jogral: E perseveravam unanimemente em oração e súplicas (At 1.14)

Todos – E perseveravam unanimemente em oração e súplicas! 1 – Após a ressurreiçã...